Arrecadação do Baile Municipal é entregue às instituições

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Dinheiro arrecadado no Baile Municipal do Recife em 2017 foi dividido entre cinco instituições, o que resultou em R$ 80 mil para cada uma (Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR)
O caráter beneficente do Baile Municipal do Recife foi colocado em prática na manhã desta quinta-feira (30). Cinco instituições que realizam trabalhos de assistência social no Recife receberam o valor arrecadado na bilheteria da festa, realizada em fevereiro. Ao todo, o Baile Municipal levantou R$ 400 mil, o que resultou em um repasse de R$ 80 mil para cada uma das organizações. O prefeito Geraldo Julio, a primeira-dama Cristina Mello, e secretários envolvidos na ação participaram do ato.

O prefeito Geraldo Julio reforçou a importância do valor para cada uma das instituições. “Essas instituições trabalham com serviços diversos, desde pessoas com deficiência à cultura. São instituições que realizam um grande trabalho com as pessoas que mais precisam em nossa cidade. Essa doação foi feita pelo povo do Recife, que quis ajudar as instituições através da compra do ingresso no Baile Municipal, que é beneficente. Eles estão muito felizes, porque o valor vai ajudar bastante no trabalho que é realizado”, disse Geraldo.

A renda do 53º Baile Municipal do Recife foi integralmente revertida para cinco instituições: o Grupo Partilhar Iluminando Caminhos; o Centro Educacional Redenção; a AMAR – Aliança de Mães e Famílias com Doenças Raras; o Centro Educacional Popular Saber Viver; e o Maracatu Nação Raízes de Pai Adão. Cada uma delas receberá um total de R$ 80 mil.

Para a presidente da AMAR, Poliana Dias, o valor é de extrema importância. “Esse valor tira a gente de um sonho para colocar na realidade. Vamos desenvolver tudo aquilo que planejamos”, destacou Poliana. A AMAR atende a cerca de 420 famílias de crianças e jovens com doenças raras. Já a presidente do Centro Educacional Popular Saber Viver, Nalvinha da Ilha, disse que o dinheiro veio em boa hora. “Nós temos algumas contas para pagar, algumas dívidas, vamos comprar alimentos, vamos reestruturar as nossas salas de aulas e outras melhorias na instituição”, ressaltou a presidente da organização, que fica na Ilha de Deus.

A festa, realizada no último dia 18 de fevereiro, no Classic Hall, ofereceu sete horas de música pernambucana ininterruptas, promovendo um verdadeiro desfile de atrações e tradições locais. Revezaram-se no palco nomes como Maestro Duda e Coral Edgar Moraes, Claudionor Germano e Adriana B., maestro Forró e sua Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, Spok Frevo Orquestra, além dos medalhões Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo e seus convidados Nena Queiroga, André Rio, Fabiana Pimentinha, Benil e Almir Rouche, um dos homenageados do Carnaval deste ano.

Sobre as instituições contempladas:

Grupo Partilhar, iluminando caminhos – A instituição existe há quatro anos. Fica localizada no bairro da Boa Vista e oferece gratuitamente atividades multidisciplinares para crianças, jovens, adultos e idosos. O grupo assiste atualmente aproximadamente 50 crianças e 70 adultos e idosos. A equipe de atendimento conta com psicólogo, arte-educador, advogado, massoterapeuta, psiquiatra, assistente social e cardiologista. Assim, o grupo consegue estender o atendimento para as famílias, compreendendo que o bem-estar familiar é o ponto de partida para o equilíbrio emocional dos seus assistidos. Todos os profissionais trabalham como voluntários.

Centro Educacional Redenção – Voltado para a educação infantil, o centro é uma escola comunitária localizada em Campina do Barreto. Atende atualmente 100 crianças com idades entre três e seis anos e conta com o apoio do Educandário Nossa Senhora de Lourdes. A escola existe há 33 anos e, além de atender às crianças, faz um trabalho de apoio às famílias a partir de orientações de prevenção contra violência doméstica. O centro oferece orientações sobre alimentação saudável e de baixo custo, uma vez que muitas das crianças atendidas chegam ao centro com deficiência nutricional. Um sonho antigo dos idealizadores do espaço, que poderá ser realizado com essa verba, é a estruturação da primeira horta comunitária do centro.

AMAR / Aliança de mães e famílias com doenças raras – O trabalho da AMAR é desenvolvido por um corpo de voluntários que realizam encontros com as famílias de crianças e jovens com deficiência, priorizando as mães e os indivíduos, com o objetivo de assessorá-las na consecução dos seus direitos, orientação quanto à tratativa e encaminhamento de situações nos âmbitos jurídico-legal, psicológico, fisioterapêutico, informacional, ocupacional, etc e atendimento às mães hospedeiras de hospitais, dentre outras. Dos encontros e das reuniões com a equipe estratégica, surgem as demandas que são levadas em forma de proposição de ações e políticas para a gestão pública, bem como desenhados os projetos que serão desenvolvidos com o apoio dos parceiros.

Centro Educacional Popular Saber Viver – Localizado na Zona Especial de Interesse Social Ilha de Deus, na Imbiribeira, o Saber Viver existe há 34 anos e atende a toda a comunidade. São cerca de duas mil pessoas que de alguma maneira são beneficiadas pelo trabalho desenvolvido no centro, por meio de projetos voltados para crianças, jovens e adultos. O Saber Viver oferta, gratuitamente, atividades de cultura, esporte e lazer. Além disso, promove o turismo comunitário e, com o objetivo de promover conscientização ambiental, trabalha com o plantio de mudas de manguezais para recuperação desse típico e nobre ecossistema recifense.

Maracatu Nação Raízes de Pai Adão – O Maracatu existe há 19 anos e, há pouco mais de dois anos, abriu suas portas para as comunidades localizadas nas proximidades do bairro de Água Fria, onde fica localizado. Com foco nas crianças e jovens da zona norte do Recife, o espaço oferece oficinas de dança, como o próprio maracatu, cavalo marinho, caboclinho entre outras expressões da cultura popular. Também são oferecidas aulas de percussão e de confecção de artesanato (especificamente para idosos). O maracatu conta atualmente com 140 crianças, jovens e adultos participando das atividades oferecidas gratuitamente. Psicólogo, assistente social, arte-educadores e professores de dança e de percussão são alguns dos profissionais envolvidos voluntariamente na realização dos trabalhos.

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