Grande Recife não registrou crime grave nos focos de Carnaval

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Balanço das ações do Governo de Pernambuco durante os quadro dias de folia também traz uma redução de 25% na procura pelos atendimentos realizados na Rede de Saúde
A Região Metropolitana do Recife, incluindo os dois principais focos do Carnaval de Pernambuco, Olinda e Recife, não registrou nenhum Crime Violento Letal Intencional (CVLI), entre 0h de sábado (25/02) e as 23h59 da terça-feira (28/02). O Galo da Madrugada e o Homem da Meia Noite, que desfilaram, respectivamente, no Recife e em Olinda, no último sábado, não tiveram nenhuma ocorrência de gravidade. O governador Paulo Câmara (PSB) comandou pessoalmente reuniões diárias, entre sábado e a terça-feira, com secretários de Estado e os comandos das polícias, com o objetivo de monitorar o trabalho do Governo durante o Carnaval.

O período momesco transcorreu em clima de tranquilidade, apesar da evidente TPC (tensão pré-carnaval), que antecedeu a festa com a queda de braço entre o Governo do Estado e sua área de segurança, onde a Polícia Militar e a Polícia Civil ameaçavam cruzar os braços e não oferecer a segurança à população durante o Carnaval. Seguidas ações do governador Paulo Câmara, que passaram pela troca de comandos da PM e da PC e incluíram afagos à tropa com reajustes salariais e ampliação no quadro de promoções, arrefeceu os ânimos e já no desfile do Galo da Madrugada, no sábado de Zé Pereira, a situação se mostrava sob controle.

Os três CVLIs ocorridos em focos da folia foram nos municípios de Vitória de Santo Antão (1) e Água Preta (2), decorrentes de questões não relativas à festa propriamente dita. Os números fazem parte do balanço concluído hoje (02/03) pela Secretaria de Defesa Social (SDS). Os números gerais do mês de fevereiro (incluindo o CVLI) serão divulgados no próximo dia 15/03.

Já a Secretaria Estadual de Saúde (SES), que também fechou hoje o balanço das atividades, apontou um Carnaval mais tranquilo este ano do que em 2016. Foram registrados 30.154 atendimentos este ano, em todas as unidades da rede do Estado, localizada nas proximidades da rede estadual de Saúde, contra 40.295 atendimento realizados no ano passado. Uma redução de 25% (detalhamento completo abaixo do balanço da SDS).

DETALHAMENTO SDS

De acordo com a Secretaria de Defesa Social, os denominados Crimes Contra a Pessoa (Ameaça, Agressão e Lesão Corporal) praticamente se mantiveram estáveis nos focos de Carnaval: foram 140 ocorrências registradas em 2016 e 144 em 2017. Por outro lado, os crimes contra a administração pública (desobediência, desacato e desordem) caíram de 133 ocorrências em 2016 para 121 em 2017.

Os policiais também aumentaram o número de apreensões de drogas nos focos da folia: foram 84 papelotes de cocaína apreendidos em 2017 contra apenas 2 em 2016; 207 papelotes de maconha este ano contra 44 no ano anterior e foram recolhidos, ainda, 1.088 tubos de loló em 2017 contra 301 em 2016. A única droga que apresentou redução na apreensão foi o crack, com 101 pedras recolhidas em 2016 e 6 em 2017.

Foram mais de 31 mil policiais nas ruas durante o período carnavalesco em Pernambuco, numa operação planejada de forma a não prejudicar o trabalho rotineiro das polícias. Por isso, a Secretaria de Defesa Social também destacou diversas e bem sucedidas operações que ocorreram durante a folia: um assaltante de banco, de atuação nacional, foi encontrado em Cabrobó e, após confronto com a polícia, foi morto em combate; em Caruaru, foram presos, em flagrante, quatro ladrões que tentaram roubar a Lojas Americanas no centro da Capital do Agreste; em Prazeres (Jaboatão dos Guararapes) outras cinco prisões foram realizadas de um grupo que tentou assaltar uma empresas de ônibus; e em Goiana, a polícia prendeu suspeito de sequestrar um empresário e a prisão de um dos dois assaltantes que atacaram um veículo na Joana Bezerra, no sábado de Carnaval.

Quem apresentou menos ocorrências este ano foi o Corpo de Bombeiros: foram 598 procedimentos este ano e 1.055 no ano passado. Esses procedimentos incluem: Atendimento Pré-Hospitalar (APH) Trânsito, APH Agressão, Emergência Clínica, Mal Súbito e Vítima de Queda. Todas essas ocorrências tiveram números menores do que em 2016. Já no trabalho de Prevenção do Corpo de Bombeiros (Prevenção Contra Incêndio, Prevenção de APH e Salvamento Aquático), foram registradas 106 ocorrências em 2017, contra 167 em 2016.

DETALHAMENTO SES

O Carnaval 2017 foi considerado de mais tranquilidade para os serviços de emergência administrados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), em comparação aos dias de Momo de 2016. Das 19h da sexta-feira (24/02) até as 7h da Quarta-feira de Cinzas (18/02), foram registrados 30.154 atendimentos em todas as unidades da rede estadual, localizadas nas proximidades dos focos de folia, o que inclui 24 hospitais e 15 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) distribuídos por todas as regiões de Pernambuco. Esse número representa uma redução de 25% em relação ao ano de 2016, quando foram registrados 40.295 atendimentos.

“O planejamento montado pelo Governo do Estado para o Carnaval, com o reforço nas escalas de profissionais e monitoramento das ocorrências, foi um sucesso e a rede funcionou em sintonia e de forma ordenada, conseguindo alcançar o nosso objetivo de garantir a assistência necessária aos pernambucanos e turistas”, ressalta o secretário estadual de Saúde, Iran Costa Júnior.

As 15 Unidades Pronto Atendimento (UPAs) foram responsáveis por 59% (17.739) do total de atendimentos de toda a rede estadual de saúde. Apenas (4%) dos pacientes atendidos nas UPAS precisaram ser transferidos para as emergências dos grandes hospitais, o que demonstra o alto grau de resolutividade destas unidades. No período carnavalesco, as UPAS estaduais realizaram 654 suturas e curativos e 971 imobilizações em pacientes com traumas leves. No Carnaval do ano passado, as 15 Unidades de Pronto Atendimento foram responsáveis por 23.818 atendimentos (uma redução de 25,5% em 2017).

A maior diminuição nos atendimentos foi registrada nos 12 hospitais localizados na Região Metropolitana do Recife (RMR), que realizaram, neste ano, 5.111 atendimentos, um número 31% menor que o total de 2016 (7.442). Já no interior, as unidades da rede estadual foram responsáveis por 7.304 atendimentos, um decréscimo de 20% em relação ao ano passado (9.035).

Já com relação aos procedimentos, a rede estadual realizou, durante o Carnaval, 545 cirurgias, quantidade 15% menor que a registrada em 2016. No entanto, nos 12 hospitais do Interior do Estado, o movimento cirúrgico observou um aumento de 22%, com a realização de 216 cirurgias neste ano, contra 177 no ano passado, o que reflete o aumento da resolutividade dessas unidades e impacta na redução das cirurgias na capital. Na RMR, a queda foi de 29% (329 em neste ano e 462 em 2016).

REGULAÇÃO DE LEITOS – A tendência de redução nos atendimentos durante o Carnaval 2017 nas grandes emergências, também foi constatada pela Central de Regulação de Leitos de Pernambuco. Os encaminhamentos de urgência para as grandes emergências e maternidades de alto risco, apresentou uma redução de 12,5% em relação a 2016. Já as regulações para os hospitais regionais e maternidades de baixo risco, apresentaram aumentos de 23,5% e 3%, respectivamente.

Para ampliar a rotatividade de leitos nas grandes emergências, também estão sendo realizados, desde o início de janeiro, mutirões de cirurgias ortopédicas em unidades contratadas. Até a quarta-feira de cinzas, 90 pacientes já foram beneficiados. Até o final do mês de março, serão cerca de 200 cirurgias.

ATENDIMENTOS NO WILMA LESSA –

Entre o sábado (25.02) e a terça-feira (28.02), o Serviço de Apoio à Mulher Wilma Lessa, localizado no Hospital Agamenon Magalhães, no Recife, atendeu seis pacientes vítimas de violência. Foi um caso de agressão física, um de sexual e física e quatro de agressão sexual. Quatro pacientes foram encaminhadas do IML e duas de outras unidades de saúde. As ocorrências foram em Jaboatão dos Guararapes, Paulista, Olinda (2), Cabo de Santo Agostinho e Vitória de Santo Antão.

GALO DA MADRUGADA – Pelo sexto ano consecutivo, o desfile do Galo da Madrugada teve suas ocorrências de saúde monitoradas em tempo real pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Ao todo, durante o sábado de Zé Pereira, foram registrados 478 atendimentos de saúde relacionados à festividade, sendo 465 envolvendo foliões e 13 pessoas que trabalhavam no evento. Isso significa uma redução de 3,6% em relação a 2016, com 496 atendimentos (484 de foliões e 12 de trabalhadores). Ao todo, foram 16 locais monitorados, sendo oito hospitais, três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e cinco postos de atendimento do Samu.

As ocorrências foram notificadas das 7h às 22h por equipamentos portáteis (tablets) conectados ao software Ambiente de Monitoramento de Risco (Amber), com dados gerados pelos hospitais da Restauração, Getúlio Vargas, Otávio de Freitas, Barão de Lucena, Agamenon Magalhães, Imip, Correia Picanço e Universitário Oswaldo Cruz; pelas UPAs Imbiribeira, Torrões e Caxangá; e pelos postos do Samu na Praça Sérgio Loreto, Avenida Dantas Barreto, Pátio do Carmo, Rua do Sol e Central 192.

De acordo com as informações coletadas, o uso excessivo de álcool foi a principal causa dos atendimentos (33,3%), seguido por mal estar decorrentes de outras causas (18,3%). Já em relação aos sintomas relatados, os mais comuns foram tontura (12,6%), náusea (11,9%) e dor (9,6%). No total, 91,2% dos casos foram resolvidos no próprio local de atendimento. Apenas 8,78% precisaram de transferência.

MONITORAMENTO – Além das informações geradas sobre os 478 atendimentos aos foliões durante o desfile do Galo da Madrugada, o Amber também registrou outras 545 ocorrências nas mesmas unidades de saúde, que envolviam pacientes que não estavam em polo de festa, o que corresponde a 53,3%. No ano passado, foram 568.

LEI SECA – Com ações de fiscalização em todo o Estado durante o Carnaval, a Operação Lei Seca abordou, das 0h da sexta (23/02) até a madrugada da quarta-feira (1º/03), 10.723 veículos.

Desse total, 58 foram rebocados e 107 CNHs foram recolhidas. Dos condutores abordados, 69 se recusaram a fazer o teste do bafômetro. Nos 10.884 testes de alcoolemia realizados, foi constatado que 37 pessoas beberam após dirigir. Dessas, quatro cometeram crime.

Os motoristas autuados por alcoolemia sofrem punições administrativas, que preveem multa gravíssima com a perda de 7 pontos na carteira, recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação e aplicação de multa no valor de R$ 2.934,70. Aqueles que cometeram crime de trânsito, além dessas sanções, foram conduzidos para a delegacia de polícia e autuados por crime de trânsito.

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