Atriz e empresária Ruth Escobar morre aos 81 anos em São Paulo

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A atriz Ruth Escobar durante participação em programa da TV Cultura (Foto: Reprodução/TV Cultura)
Morreu hoje (5), aos 81 anos, a atriz e empresária Ruth Escobar. Ela estava internada no Hospital Nove de Julho, na capital paulista. A causa da morte, no entanto, não foi divulgada até o momento. A Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo (Apetesp), que administra o teatro que leva o nome da atriz, confirmou que o velório será realizado no local.

Ruth Escobar nasceu na cidade do Porto, em Portugal, em 1936. Em 1951, mudou-se para o Brasil e passou a morar em São Paulo. Em seguida, foi estudar interpretação em Paris e, quando voltou à capital paulista, montou sua própria companhia teatral, que batizou de Novo Teatro. Foi protagonista das montagens Antígone América, Mãe Coragem e Seus Filhos e Males de Juventude.

Em seguida, passou a se dedicar ao teatro popular e transformou um ônibus em palco, levando espetáculos à periferia de São Paulo. No chamado Teatro Popular Nacional ela participou, entre outros trabalhos, de A Pena e a Lei e As Desgraças de uma Criança.

Em 1964, Ruth Escobar inaugurou sua própria casa de espetáculos, onde montou A Ópera dos Três Vinténs, O Casamento do Sr. Mississipi, As Fúrias, O Versátil Mr. Sloane e Lisistrata. Em 1968, fez a montagem de Cemitério de Automóveis, obra de Victor Garcia.

Em 1974, a artista criou o 1º Festival Internacional de Teatro, com a ideia de trazer ao Brasil periodicamente o melhor do teatro mundial. Diversas peças de sucesso internacional foram encenadas na capital paulista, como Time and Life of Joseph Stalin, de Bob Wilson; e Yerma, de Victor Garcia. Também vieram ao Brasil por meio do festival o grupo catalão Els Joglars, os City Players, do Irã; a Companhia Hamada Zenia Gekijo, do Japão; o Grupo G.Belli, da Itália, entre outros.

Nos anos 1980, Ruth Escobar afastou-se do teatro, candidatou-se a deputada estadual e foi eleita por duas legislaturas, em que se dedicou a projetos comunitários. Em 1987, Ruth montou Maria Ruth-Uma Autobiografia, e voltou aos palcos. Em 1990, também atuou em Relações Perigosas.

Bruno Bocchini
Da Agência Brasil

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