Começa o Festival Recifense de Literatura A Letra e Voz

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De quinta a domingo, uma programação diversificada para todos os públicos toma conta do Cais da Alfândega, com o tema Literatura e História – 200 anos de Revolução (Foto:Andréa Rêgo Barros/ArquivoPCR)
O Festival Recifense de Literatura A Letra e Voz toma conta do Cais da Alfândega, a partir de desta quinta-feira (24), numa edição revolucionária. Celebrando o bicentenário da Revolução Pernambucana, grito emancipacionista que eclodiu no Brasil colônia, a partir da então capitania de Pernambuco, a programação contará com recital de poesia, apresentação musical e espetáculos de dança e teatro, além de palestras sobre os desdobramentos da Revolução de 1817 na literatura, no cinema e na política brasileira. A realização do festival, que vai até domingo (27), é da Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e Fundação de Cultura Cidade do Recife.

A solenidade de abertura do festival começa às 18h desta quinta, com a execução da Suíte 1817, peça escrita para flauta, violoncelo, violão e contrabaixo, que o instrumentista Múcio Callou compôs, inspirado na Revolução Pernambucana. A execução será de Rogério Acioli, Leonardo Guedes, Múcio Callou e Fernando Rangel. Na sequência, haverá ainda o lançamento do 1º Edital da Coletânea de Ensaios sobre o Recife, que selecionará 10 trabalhos sobre passagens históricas importantes da capital pernambucana, para compor a publicação.

A partir das 19h, uma mesa redonda protagonizada pelos escritores Paulo Santos de Oliveira e Cláudio Aguiar tratará da Revolução de 1817 como inspiração literária, com mediação da também escritora e magistrada Margarida Cantarelli. Para finalizar a primeira noite do festival, às 20h, o livro 1817 Amor e Revolução, de Paulo Santos de Oliveira e Desenhos de Pedro Zenival será autografado.

A programação continua nesta sexta-feira, a partir das 18h, debatendo a revolução e seus efeitos na cultura brasileira, sob a perspectiva da produção cinematográfica nacional. Participarão da mesa, a diretora com mais de 11 longas-metragens no currículo, Tizuka Yamasaki que falará sobre o tema, com mediação de Heloísa de Morais, da Fundação de Cultura Cidade do Recife.

No sábado (26), o Festival começa às16h, quando os autores do livro HQ A Noiva, Heron Villar e Thony Silas, estarão autografando exemplares. Às 17h, haverá recital poético, seguido de uma mesa sobre a Revolução de 1817 e seu desdobramento histórico na política brasileira. O historiador Antônio Jorge Siqueira desenvolverá o tema e o diretor do Arquivo Público de Pernambuco, Félix Filho será o mediador.

No domingo, último dia do festival, começa agradando o público infantil e juvenil. A partir das 16h, letra, voz e fantasia se encontram nas histórias da contadora de causos infantis e arte-educadora Adélia Oliveira. Às 17h, a programação ganha corpo com a apresentação do Ballet Simone Monteiro. E encerra, às 18h, com a apresentação do espetáculo teatral O Suplício de Frei Caneca, escrito por Cláudio Aguiar, com direção de José Francisco Filho, na Basílica do Carmo.

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