“Não dá para ter filhos no Hospital da Mulher”, diz vereadora

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Hospital da Mulher do Recife: até oito horas de espera para mulher em trabalho de parto.
Inaugurado há um ano e três meses no Recife, o Hospital da Mulher do Recife enfrenta problema de superlotação e não tem condições de atender satisfatoriamente as pacientes que procuram o serviço da unidade de saúde da Prefeitura Municipal. A denúncia foi feita nesta segunda-feira pela vereadora Ana Lúcia (PRB), que disse, no plenário da Câmara Municipal, que é lamentável “viver numa cidade que não dá condições de uma mulher ter os seus filhos” e questionou: “Será que vamos esperar a morte de uma parturiente ou que uma mulher perca o seu filho para que os poderes públicos tomem providências?”.

A vereadora contou que quinta-feira, dia 3 de agosto, duas grávidas de nove meses, com a bolsa estourada e sangramentos, aguardavam atendimento no Hospital da Mulher. “Uma delas esperou durante cinco horas e a outra esperou oito, pelo atendimento. A hora do nascimento de um filho é de muita ansiedade para a mulher. Só sabe quem passa. Mas, foi justamente no momento que elas mais precisavam, que tiveram de enfrentar essas dificuldades”, disse.

Vereadora Ana Lúcia: “Será que vamos esperar a morte de uma parturiente ou que uma mulher perca o seu filho para que os poderes públicos tomem providências?”. (Foto: Aguinaldo Leonel)
De acordo com Ana Lúcia, o desespero das mulheres e familiares foi tão grande que chegaram ao ponto de fazer vídeos e postá-los na internet para denunciar a situação que estavam vivendo. Ela lembrou que o Hospital da Mulher, inaugurado em maio de 2016, custou R$ 114 milhões e demorou quase três anos para ficar pronto. A promessa era de atender 10 mil pacientes por mês, por meio de serviços de urgência e emergência 24 horas, centro obstétrico, UTI materna e neo natal. “Mas o que acontece hoje está longe do ideal”, afirmou.

A vereadora disse, ainda, que há cerca de 20 dias uma outra unidade que é centro de referência em maternidade do Recife, o Cisam, deixou de receber pacientes por falta de estrutura e de profissionais. “A mãe de uma das pacientes grávidas que esperavam o atendimento disse numa reportagem que a gente ouve falar muito bem do Hospital da Mulher, mas quando você precisa de atendimento, vê que não é nada do que se divulga”.

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