Levy diz que governo adotará medidas para garantir novo ciclo de crescimento

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O ministro da Faenda, ao lado do presidente da CAE, Delcídio Amaral    (Foto:Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O ministro da Faenda, ao lado do presidente da CAE, Delcídio Amaral (Foto:Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou hoje (31), em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicas (CAE) do Senado Federal, que as medidas que o governo vai adotar medidas levarão o país a um novo ciclo de crescimento. Segundo ele, as medidas também terão o mérito de criar um clima econômico favorável, evitando que a nota de crédito do país seja rebaixada pelas agências de classificação de risco.

Sobre os esforços visando ao crescimento econômico, Levy disse: “se queremos evitar uma crise, temos que dar importância para os investimentos. Se existe o risco de perder o grau de investimento, o custo será altíssimo para o governo e para as empresas, que não terão mais capacidade de tomar crédito [mais barato] e [que resultem em emprego] para o trabalhador.”

Joaquim Levy observou que é importante para o Brasil manter o grau de investimento. Segundo ele, a manutenção do rating de grau de investimento (nota dada pelas agências de classifricação de risco) “traz um impacto [positivo para o país]”. O ministro da Fazenda disse que, com o rating favorárel das agências, o “investimento externo [certamente] vem”.

Levy explicou que são inúmeras as empresas estrangeiras e fundos de investimento internacionais que deixam de investir em países que perderam o grau de investimento. Além do risco de perda do grau de investimento, o ministro da Fazenda disse que é preciso ter cuidado com a situação das contas públicas: “é preciso ter a dívida pública em trajetória sólida, [fator] que indica um cenário tranquilo para os investimentos.”

O ministro informou que o governo procurará dar importância à qualidade dos gastos públicos. “Vamos fazer pente fino em uma porção de coisas”, disse. Para essa tarefa, Levy disse que contará com o apoio do Grupo de Trabalho Interministerial de Acompanhamento do Gasto Público, criado em janeiro último. A função do grupo é propor medidas orçamentárias e financeiras para ordenar as despesas públicas, evitando gastos supérfluos.

Levy explicou que é preciso fazer os ajustes agora, e de forma rápida, com o objetivo de proporcionar uma plataforma de desenvolvimento ao país. “Como diz a presidenta Dilma, não temos de fazer o ajuste simplesmente por fazer um ajuste. Temos que fazer para o crescimento”, disse. Ele citou os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso como exemplo de chefes de governo que tomarem medidas importantes para a economia.

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