PM mandou matar personal trainer por motivação homofóbica

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A personal trainer Gabriela Conceição Santiago: relacionamento afetivo coma mulher do cabo da PM, que mandou matá-la
O assassinato de uma personal trainer em fevereiro deste ano, no bairro do Janga, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife, teve motivação homofóbica. Gabriela Conceição Santiago, de 24 anos, foi assassinada a mando de um marido ciumento cuja mulher, uma médica de 40 anos, mantinha um relacionamento afetivo com a professora de educação física.

O crime foi elucidado nesta quarta-feira (26), quando a Polícia Civil anunciou a prisão do cabo da Polícia Militar Mauro Brasil de Sá Leitão, 39 anos, mandante do crime, e de Paulo Fernando Crespo de Araujo Neto, de 27 anos, que executou Gabriela com dois tiros na nuca. Uma terceira pessoa, Ricardo Caetano Gomes, 40 anos, também foi preso sob a acusação de atrapalhar as investigações.

A delegada Thais Galba, que comandou as investigações, explicou a motivação do crime. “Gabriela foi assassinada porque manteve um relacionamento amoroso com a esposa do PM. Ele planejou esse crime. Elas se envolveram no final do ano passado. A esposa teria dito que queria se separar porque estava apaixonada por Gabi”, disse.

Ainda de acordo com a delegada, o homem que tentou atrapalhar as investigações eras segurança de uma academia e foi preso por ter mentido nos depoimentos, por obstrução do trabalho da Justiça e falso testemunho. O mandante e o executor do crime seriam usuários de drogas, o que teria facilitado a cooptação do atirador pelo PM.

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