Polícia de São Paulo mata dez para impedir assalto em residência

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Assalto a residência na Rua Pureza, no bairro do Morumbi, zona sul de São Paulo, com saldo de 10 suspeitos mortos. FOTO NILTON FUKUDA/ESTADÃO
Depois de iniciar uma operação há sete meses para desvendar uma série de assaltos e roubos em residências de luxo, a polícia civil conseguiu, na noite de ontem (3), flagrar um bando de criminosos em assalto a residência, no Jardim Guedala, região do Morumbi, área nobre da zona sul da cidade de São Paulo, que resultou na morte de dez suspeitos.

Em nota divulgada no início da tarde de hoje (4), a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que as mortes ocorreram porque os bandidos reagiram à intervenção policial trocando tiros com as equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra).

A secretaria não deu detalhes, mas informou que policiais do Deic investigavam os integrantes dessa quadrilha há sete meses. Eles foram acusados por mais de 20 furtos e roubos a residências luxuosas. Entre as vítimas preferidas pelos ladrões estavam os moradores de mansões do Morumbi, mas eles também agiam no Jardim Europa, bairro nobre dos Jardins e, ainda, em condomínios de luxo da Grande São Paulo, entre os quais os de Cotia, na zona sul, e Barueri, no lado oeste.

O caso foi registrado no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) como “roubo a residência, porte ilegal de arma de fogo, associação criminosa, resistência, apreensão de veículo, homicídio decorrente de oposição à intervenção policial e está sendo investigado pela 3ª Delegacia de Polícia de Repressão a Homicídios Múltiplos”.

Reação do governador

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, considerou que a Polícia Civil não teve outra alternativa a não ser atirar e matar os bandidos. Para ele, o trabalho de investigação tem que continuar para coibir a atuação de organizações criminosas.

Questionado se teria ocorrido alguma irregularidade na ação policial, Alckmin respondeu que “não há informações a esse respeito”, mas defendeu os agentes públicos ao afirmar que “quem está de fuzil não está querendo conversar”, referindo-se aos criminosos. Segundo o governador, os ladrões estavam fortemente armados,” com munição inclusive que nem pode ser utilizada, [incluindo] colete balístico”.

De acordo com o governador, a quadrilha estava agindo em vários pontos do estado – não só em residências, mas também em estabelecimentos bancários e explosões em caixas eletrônicos. Ele comemorou o fato de nenhum policial ou morador ter ficado ferido no confronto com o uso de armamento pesado.

“A polícia monitorou e fez a intervenção. Graças a Deus não tivemos vítima atingida e nem policiais. Este é o trabalho que tem que ser feito. Inteligência para tirar essas organizações criminosas e principalmente armadas com fuzil”.

Marli Moreira
Da Agência Brasil

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