Sem segurança e com medo, médicos do Recife param por 48h

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A categoria decidiu em assembleia parar os trabalhos dois dias nesta semana, por melhores condições de trabalho
Depois de uma longa espera por respostas concretas para a pauta de reivindicações apresentada, os médicos que atendem à rede municipal de saúde do Recife intensificam a mobilização e realizam nesta quarta e quinta-feira uma paralisação de advertência de 48h dos serviços eletivos, mantendo ativos apenas os trabalhos nas urgências e emergências.

A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) na quinta-feira passada, na sede do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), no bairro da Boa Vista, com grande presença da categoria. A reunião foi comandada pelo presidente da entidade, Tadeu Calheiros; pela vice Claudia Beatriz, e pela diretora executiva Fátima Campos.

Durante o encontro, o Simepe apresentou as respostas obtidas junto à gestão municipal, em reunião realizada no último dia 14/07, e também ouviu novas queixas dos profissionais – que estão cansados de trabalhar com medo e sem estrutura. Com isso, a categoria definiu por suspender os serviços nesta quarta e quinta-feira (26 e 27 de julho).

Para Tadeu Calheiros, o movimento está cada vez mais forte e dá um passo importante para alertar aos gestores sobre a urgência deste pleito. “Estamos há meses negociando e pedindo as melhorias necessárias. Vivemos um verdadeiro caos de insegurança, além de presenciarmos corriqueiramente queixas de estruturas extremamente precárias. Estamos unidos e vamos seguir firmes na mobilização”, destaca o presidente do Simepe.

Ao fim do encontro, o quorum definiu que a próxima AGE será realizada no dia 17 de agosto, às 14h, na sede da Associação Médica de Pernambuco (AMPE). Na oportunidade, a categoria vai avaliar e definir os novos rumos da mobilização, que também luta por melhorias no programa de preceptoria, reajuste salarial, entre outras demandas fundamentais para os profissionais.

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