PIB cresce 0,2% no 2º trimestre e chega a R$ 1,6 trilhão

55
0
COMPARTILHAR

Presidente Michel Temer durante encontro com o Li Keqiang, primeiro-ministro da República Popular da China (Foto: Beto Barata/PR)
O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas no País, fechou o segundo trimestre do ano com alta de 0,2% na comparação com primeiro trimestre, na série ajustada sazonalmente. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, a variação do PIB foi de 0,3%. Na China, onde se encontra em visita oficial, o presidente Michel Temer comemorou o resultado.

Os dados fazem parte de pesquisa divulgada hoje, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o PIB acumulado nos quatro últimos trimestres continua negativo em 1,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

Com o resultado do segundo trimestre, o PIB fecha os primeiros seis meses do ano com “variação nula” em relação ao primeiro semestre de 2016. Em valores correntes, o PIB no segundo trimestre de 2017 alcançou R$ 1,639 trilhão.

Temer comemora na China

No seu segundo dia na China, o presidente Michel Temer disse hoje (1º), em Pequim, que o PIB teve uma “boa solução” ao comentar a alta de 0,2% divulgada nesta manhã.

Para Temer, a alta do PIB revelou que o Brasil está “crescendo e se recuperando”. “Foram 720 mil empregos nesses últimos 90 dias, também revelação de que o Brasil está melhorando”, acrescentou.

Após reunião hoje no Grande Palácio do Povo com o presidente Xi Jinping, com o primeiro-ministro Li Keqiang e com o presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, Yu Zhengsheng, Temer afirmou estar “impressionadíssimo” com o interesse da China pelo Brasil. “Os comentários que tivemos nessas reuniões foram a respeito da recuperação que o Brasil está tendo. A China e o mundo acreditam no Brasil”, disse.

Temer e Xi Jinping participaram da assinatura de 14 atos internacionais. Três deles são acordos bilaterais entre os dois governos e os outros são acordos privados e interinstitucionais, que podem gerar negócios e investimentos futuros no Brasil.

Entre as ações, foram fechados acordos para facilitação de vistos de turismo e de negócios entre os dois países. Outro ato prevê uma parceria para coprodução cinematográfica entre Brasil e China. Na ocasião, também foi assinado um memorando de entendimento sobre comércio eletrônico.

Entre os atos do setor privado, foram assinados o licenciamento da Fase 2 da Usina de Belo Monte e um memorando de entendimento entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Associação Chinesa de Futebol (CFA) sobre cooperação no esporte.

Também foi fechado um acordo-quadro entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Sinosure para prestação de garantias a investidores chineses no Brasil e um contrato de financiamento da China Communication and Construction Company (CCCC) para construção do Terminal de Uso Privado no Porto de São Luís com investimento no valor de US$ 700 milhões. Foi ainda assinado memorando de entendimento para a construção de Angra 3. No total, o setor privado assinou oito atos.

*A repórter viajou a convite do Centro de Imprensa China-América Latina e Caribe

SEM COMENTÁRIOS