Piso de R$ 1.917 para os professores é aprovado na Assembleia

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O projeto de lei do Governo que trata do piso salarial do magistério foi aprovado pelo Plenário da Assembleia, nesta terça (31 de março), apesar dos apelos contrários da bancada de Oposição. Dezenas de professores acompanharam a votação da matéria, que obteve 27 votos favoráveis e 11 contra. A proposta fixa em cerca de 1.917 reais a remuneração da categoria.

A deputada Teresa Leitão, do PT, apontou distorções, citando, por exemplo, que os salários dos professores de nível médio foram igualados aos de superior, o que pode gerar diversas ações judiciais. Outra questão analisada pela parlamentar é que o projeto cria um novo cargo, o de professor sem habilitação específica. Ela reafirmou que os profissionais precisam cursar licenciatura plena. A petista defende que o piso salarial é a remuneração mínima a ser paga e não o teto salarial único da categoria. Teresa Leitão apresentou uma emenda visando aperfeiçoar o projeto, que foi rejeitada pelo Plenário.

O líder da Oposição, Sílvio Costa Filho, do PTB, afirmou que o projeto beneficia um número pequeno de professores estaduais e lembrou a promessa de campanha do governador Paulo Câmara de dobrar o salário do magistério. Costa Filho criticou, ainda, os gastos excessivos do Governo com publicidade e com a Arena da Copa. Antes da votação, ele solicitou que a matéria fosse retirada de pauta. Outros deputados também fizeram o pedido, demonstrando insatisfação com a proposta governamental. Edilson Silva, do PSOL, além dos parlamentares do PTB Álvaro Porto, Júlio Cavalcanti e Romário Dias, questionaram o projeto.

Já o líder do Governo na Casa, Waldemar Borges, do PSB, defendeu a aprovação do projeto. Ele afirmou que as questões levantadas pelos oposicionistas ainda podem ser discutidas, uma vez que o Governo está aberto ao diálogo. Ele garantiu que a aprovação da matéria em primeira discussão não impedirá a continuidade das negociações. Rodrigo Novaes, do PSD, também defendeu a proposta, afirmando que todos os deputados da Casa são favoráveis à valorização dos professores.

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