Cruzeiro e Flamengo farão a final da Copa do Brasil

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O Grêmio foi derrotado pelo Cruzeiro na cobrança de pênaltis. (Foto: Lucas Uebel/Grêmio)
Flamengo (RJ) e Cruzeiro (MG) são os times finalistas da Copa do Brasil de 2017, classificação conseguida na noite desta quarta-feira (23) nas partidas que disputaram contra o Botafogo, no Maracanã, e Grêmio, no Mineirão, respectivamente. Enquanto o Flamengo bateu o Botafogo por um a zero no tempo regulamentar, o Cruzeiro só chegou à final após uma sofrida disputa de pênaltis contra o Grêmio, depois que a partida se encerar também com o placar de um a zero a favor do clube mineiro, mesmo resultado obtido pelo Grêmio no jogo de ida, em Porto Alegre.

FLAMENGO

O Flamengo fez valer o mando de campo e venceu por 1 a 0 o Botafogo, nesta quarta-feira, no Maracanã. Com o resultado, os rubro-negros eliminaram os alvinegros a avançaram para a final da Copa do Brasil.

A partida foi muito semelhante ao duelo de ida, no Nilton Santos. Muito pegado e com poucas chances para ambos os lados. O Flamengo teve o domínio da posse de bola em grande partida dos 90 minutos e foi premiado com o gol no segundo tempo, com Diego, após linda jogada de Berrío.

O clássico começou movimentado, com o Flamengo tentando pressionar desde o início. No entanto, quem teve a primeira chance de abrir o placar foi o Botafogo logo aos dois minutos. Após cruzamento de Roger pela direita, a bola chegou em Guilherme. Mesmo livre, o atacante cabeceou por cima do travessão.

O lance assustou os rubro-negros, que diminuíram o ímpeto inicial e preferiram se resguardar para não sofrer o gol. Com isso, os alvinegros passaram a ter mais posse de bola, mas não conseguiam chegar com perigo.

Aos poucos, o Flamengo voltou a buscar o ataque e criou sua primeira chance aos 13 minutos. Guerrero recebeu passe na entrada da área e chutou no canto. Gatito Fernández se esticou e conseguiu fazer grande defesa.

Depois disso, o clássico caiu de rendimento. Os rubro-negros voltaram a dominar e ter posse de bola, mas parava na marcação adversária. Já os alvinegros tentavam emplacar nos contra-ataque, sem qualquer sucesso.

O panorama seguiu o mesmo até os 43 minutos, quando o Botafogo assustou em chute da entrada da área de Matheus Fernandes. Assim, o confronto permaneceu com o placar inalterado até o intervalo.

No segundo tempo, o Flamengo pressionou desde o início e quase marcou aos dois minutos. Após cruzamento, William Arão cabeceou cruzado e por pouco acertou a rede. A resposta do Botafogo veio somente aos 11, com Igor Rabello, também de cabeça.

Os rubro-negros seguiam tendo o domínio da partida e foram recompensados aos 25 minutos. Berrío deu lindo drible em Victor Luís e tocou para a marca do pênalti onde estava Diego. O meia só teve o trabalho de tocar para a rede.

Após o revés, o Botafogo foi obrigado a avançar em busca do empate. O Flamengo recuou e passou a impedir a criação de boas jogadas do adversário. Os rubro-negros foram mais perigosos e aos 40 minutos quase ampliaram em chute de Vinícius Júnior.

Nos minutos finais, os flamenguistas se aproveitaram do nervosismo do Botafogo e conseguiu segurar a bola no campo de ataque. Com isso, os rubro-negros puderam comemorar a classificação para a decisão da Copa do Brasil.

Diego comemora o gol sobre o Botafogo, que deu a vitória e a classificação ao Flamengo para a final da Copa do Brasil. (Foto: Pedro Martins/Gazeta Press)

CRUZEIRO

O Cruzeiro superou o trauma de 2016. Um ano após ser eliminado na Copa do Brasil para o Grêmio, a Raposa deu o troco nos gaúchos. Em um jogo emocionante nesta quarta-feira, no estádio Mineirão, com direito a cobrança de pênaltis, o time celeste foi melhor e conseguiu a vaga na final da competição, após 1 a 0 no tempo regulamentar.

Cruzeiro e Grêmio fizeram uma partida digna de semifinal de Copa do Brasil. O jogo foi muito igual, com oportunidades para os dois lados, no entanto, a Raposa soube aproveitar melhor e foi mais criativa. O Tricolor passou a maior parte do jogo sendo menos forte no ataque. Nos pênaltis, a trave e os goleiros foram protagonistas e o clube mineiro teve três cobranças convertidas, contra apenas duas do Grêmio.

As equipes voltam suas atenções agora para o Campeonato Brasileiro. O Cruzeiro recebe o Santos, no domingo, no Mineirão, às 19h (de Brasília). Já o Grêmio encara o Sport, no Rio Grande do Sul, no sábado, às 16h.

A partida começou bastante movimentada. O Grêmio seguiu apostando em seu estilo de jogo de sempre, com toques de bola, sempre com paciência esperando o melhor momento para agredir. Já o Cruzeiro mudou um pouco sua forma de jogar.

O técnico Mano Menezes decidiu deixar Rafael Sóbis como opção no banco de reservas e escalou um time com mais velocidade, com Alisson e Elber abertos. Isso dava velocidade aos celestes e melhor capacidade de recomposição, entretanto, perdia em agressão na frente.

O Grêmio foi o primeiro a chegar. Luan enviou uma bola com bastante veneno para Lucas Barrios. O atacante chutou no goleiro Fábio em uma finalização mal feita. A Raposa respondeu pouco depois, com Thiago Neves e um belo chute de fora da área.

O time celeste, porém, sentia a falta de um homem de área. O problema na criação não existia, pois Robinho cumpria suas funções bem – armar e recompor – além e contar com o apoio de Thiago Neves. Mas o setor criativo sentia a ausência de um jogador para finalizar, considerando que Elber e Alisson não conseguia ocupar esse espaço.

Segundo tempo – O técnico Mano Menezes observou a necessidade de um homem de área e mandou Raniel para o jogo, na vaga de Elber – que fez uma primeira etapa ruim. A situação deu mais consistência ao ataque cruzeirense.

Aos 7 minutos da etapa complementar o Cruzeiro chegou ao primeiro gol. Em cruzamento na área, após cobrança de escanteio, Hudson colocou a cabeça na bola e não deu chances para Grohe defender.

Após o tento, o Cruzeiro seguiu pressionando em busca do segundo gol para se classificar sem a necessidade dos pênaltis. A Raposa levou alguns sustos, mas não o suficiente para balançar as redes.

Renato Gaúcho percebeu que tinha pouco força ofensiva, já que Barrios não vivia uma boa noite. Ele mandou Everton para o jogo e conseguiu dar mais velocidade na frente. Foi com o camisa 11 que o Grêmio chegou duas vezes com perigo.

DA GAZETA PRESS

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