OUTUBRO DE 18 ESTÁ NA PORTA

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José Nivaldo Junior*

Passada a ressaca da decisão do TSE, cabe ao conjunto da sociedade voltar-se para os grandes desafios que o processo histórico nos coloca.

O primeiro e mais importante é não por em risco, pelo contrário, consolidar a Democracia e a Liberdade que desfrutamos. Conquistadas, é sempre bom registrar, com luta, sangue, suor e lágrimas.

Ao invés de ficar lamentando o leite derramado ou gastando tempo e energia com propostas desnecessárias, arriscadas ou inviáveis, creio que as pessoas preocupadas com o futuro do País devem se pautar para perseguir, com firmeza e determinação, as profundas reformas econômicas, sociais e políticas. Indispensáveis para avançarmos na direção de um país mais igualitário, justo, fraterno, ético.

Como? Neste momento, o mais importante é estabelecer o que pode ser alcançado, não perder o rumo nem se render frente às dificuldades.

A história, ensinava Marx, não se faz segundo a vontade das pessoas e sim de acordo com a realidade objetiva. Levando em conta a correlação de forças, o nível de organização e consciência das classes sociais.

Só podemos avançar conforme as condições do caminho e dos caminhantes.

A política é a única via disponível para que a sociedade subsista e se transforme. Podem xingar os políticos à vontade, vale como desabafo, mas fora da política não há salvação.

Desse modo, tanto os que detém mandato como aqueles que se propõem a carregar a bandeira da renovação devem começar, desde agora, a discussão de idéias e propostas para as eleições do próximo ano.

Só o debate amplo e profundo pode levar a projetos viáveis e a objetivos definidos. Só a organização e a militância efetiva podem tornar isso possível.

Através deles, podemos chegar a candidaturas majoritárias e proporcionais que não configurem aventureirismo e, ao mesmo tempo, sejam capazes de restaurar a credibilidade dos governantes e recuperar a confiança da sociedade.

É hora de pensar e concentrar energias no que fazer, no que dizer, pois a campanha constitucionalmente prevista se avizinha.

Afinal, é tão óbvio que se torna difícil ver e perceber todas as implicações da constatação: outubro de 18 é logo ali.

* José Nivaldo Junior é publicitário e especialista em comunicação política.

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