Filha critica ministro que disse que homens trabalham mais

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O ministro da Saúde, deputado federal Ricardo Barros, e sua filha, deputada estadual Maria Victória, na Câmara dos Deputados, em Brasília
O ministro da Saúde, deputado federal Ricardo Barros, e sua filha, deputada estadual Maria Victória, na Câmara dos Deputados, em Brasília
A deputada estadual do Paraná, Maria Victória Borghetti Barros, utilizou uma rede social para dar “puxão de orelha” no pai, o ministro da Saúde, Ricardo Barros. Maria publicou um vídeo na noite desta quinta-feira, 11, para criticar o comentário de Barros de que os homens procuram menos o atendimento médico por “trabalharem mais do que as mulheres”.

Clique no link abaixo e assista ao vídeo em que a filha do ministro critica o pai.

https://www.facebook.com/mariavictoriabbarross/videos/1748909142029950

“Pai, logo o senhor que tem duas mulheres como nós em casa, a vice-governadora do Estado do Paraná, Cida Borghetti, e eu, deputada estadual. Trabalhamos tanto quanto o senhor”, provocou a jovem. Aos 24 anos, Maria está em seu primeiro mandato e é candidata do PP na disputa pela prefeitura de Curitiba. A mulher de Barros, que é vice do governador Beto Richa (PSDB), já foi deputada estadual, deputada federal e é presidente do PROS.

O comentário de Barros de que os homens trabalham mais do que as mulheres foi feito após a divulgação do levantamento de que 31% dos homens não possui o hábito de ir às unidades de saúde. Apesar de a maioria deles (55%) ter justificado que não vai ao médico por “não precisar”, Barros afirmou que a causa seria que os homens possuírem “menos tempo do que as mulheres”, porque são os “provedores” dos lares brasileiros.

“Por mais que haja dados absolutos de que haja maior número de homens no mercado formal de trabalho, o IBGE afirma que as mulheres trabalham em média cinco horas a mais do que os homens. Portanto, uma jornada de trabalho mais longa. E não precisa de dados para mostrar o quanto as mulheres trabalham nesse Brasil inteiro. Depois de trabalhar o dia inteiro fora de casa, as mulheres ainda precisam trabalhar em casa, a chamada jornada dupla. Não é isso, mulherada?”, finalizou a deputada.

Do Estadão Online

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