Correios lança selo sobre os 200 anos da Revolução de 1817

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Nesta quinta-feira, dia 31 de agosto, os Correios realizam no Recife, o lançamento do selo especial e carimbo em homenagem ao bicentenário de um dos capítulos mais importantes da história do país: a Revolução Republicana de 1817, ocorrida na então capitania de Pernambuco.

O lançamento será no Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo do Estado, e faz parte da série de eventos que vem ocorrendo em celebração aos 200 anos do movimento que eclodiu no Recife, no dia 6 de março de 1817, e se caracterizou por ter sido o primeiro movimento efetivo para a independência do Brasil e única insurreição que conseguiu tomar o poder em toda história da monarquia portuguesa no Brasil.

Sobre o Selo

Como ocorreu em 1917, quando houve o lançamento do selo alusivo ao centenário da revolução, os Correios repetem o feito por ocasião dos 200 anos do Movimento. A emissão atual é uma releitura do selo de 1917, que destacou, à época, a bandeira instituída pelo movimento para o novo país e que foi adotada pelo Estado de Pernambuco por ocasião dos 100 anos da revolução. A técnica utilizada foi de ilustração vetorial e traz a inserção das 5 cores originais (no selo do centenário a cor era apenas azul) além da atualização dos elementos como a ortografia, o padrão monetário e as datas, além da menção “BICENTENÁRIO”.

O selo tem valor facial de R$ 1,80, e pode ser adquirido em todas as agências dos Correios, na loja virtual www.correios.com.br/correiosonline e na Agência de Vendas a Distância.

Sobre a revolução

Foi o único movimento separatista do período colonial que ultrapassou a fase conspiratória e atingiu o processo revolucionário de tomada do poder. Durou cerca de 70 dias.

Dentre as suas causas, destacam-se a influência das ideias iluministas propagadas pelas sociedades maçônicas, o absolutismo monárquico português e os enormes gastos da Família Real e seu séquito, recém-chegados ao Brasil, com consequente aumento de impostos.

Contou com relativo apoio internacional: os Estados Unidos, que dois anos antes tinham instalado no Recife o seu primeiro Consulado no Brasil e no Hemisfério Sul devido às relações comerciais com Pernambuco, se mostraram favoráveis à revolução, bem como os ex-oficiais de Napoleão Bonaparte que pretendiam resgatar o seu líder do cativeiro na ilha de Santa Helena, levá-lo a Pernambuco e depois a Nova Orleans.

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