Oito candidatos concorrem ao governo do Amazonas neste domingo

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A cassação do ex-governador José Melo Mendonça motivou a eleição complementar deste domingo.
Oito candidatos disputam neste domingo (6) a eleição suplementar para o governo do Amazonas, cujo governador eleito em 2014, José Melo Mendonça, foi cassado juntamente como seu vice, Henrique Oliveira, sob acusação de compra de votos, no meio do mandato. Concorrem ao pleito o ex-governador Amazonino Mendes (PDT), José Ricardo (PT), Luiz Castro (Rede), Liliane Araújo (PPS), Jardel Nogueira (PPL), Wilker Barreto (PHS), Eduardo Braga (PMDB) e Rebecca Garcia (PP).

Segundo o TSE, a eleição suplementar vai custar R$ 18 milhões, incluído o segundo turno, caso seja necessário. Serão utilizadas cerca de 7 mil urnas eletrônicas em 1.508 locais de votação, espalhadas por 7.262 seções eleitorais. Mais de 2,3 milhões de eleitores devem ir às urnas.

LEI SECA

Entre as 2h e as 18h deste domingo (6), o consumo de bebida alcoólica estará proibido em bares, restaurantes, supermercados, mercearias e estabelecimentos similares, e ainda em locais abertos ao público, em todo o Amazonas, devido a nova eleição para governador. Dez mil servidores estão mobilizados para garantir a segurança da votação e a chegada das urnas aos lugares remotos do estado.

A proibição do consumo de bebidas consta em uma portaria assinada pelo Presidente do Tribunal Regional Eleitoral do estado, desembargador Yedo Simões, e pelo Secretário de Segurança Pública, Sérgio Lúcio Fontes.

No documento, eles argumentam que “a bebida alcoólica afeta a capacidade de discernimento do ser humano e o seu consumo pode gerar transtornos e comprometer a boa ordem dos trabalhos eleitorais e o exercício democrático do voto”. Além disso, a portaria esclarece que em pleitos anteriores, a proibição resultou em redução no número de ocorrências e de distúrbios nos locais de votação.

O descumprimento da medida caracteriza crime de desobediência previsto no Código Eleitoral Brasileiro, que pode levar a prisão e pagamento de multa.

Nas eleições municipais de 2016, 72 bares foram fechados no Amazonas por descumprirem a Lei Seca, de acordo com informações da Polícia Civil.

SEGURANÇA

Mais de 4.200 militares do Exército, da Marinha e da Força Aérea vão atuar nas operações de segurança e logística durante a Eleição Suplementar do Amazonas. Segundo desembargador Yêdo Simões, por causa da realidade geográfica do estado, o apoio das Forças Armadas é fundamental. “A presença desses organismos militares e dos órgãos de segurança do estado garantem que será uma eleição bem-sucedida e que o eleitor poderá exercer com liberdade o voto”, ressaltou o desembargador.

O Exército vai utilizar três helicópteros para transportar as urnas eletrônicas aos locais de difícil acesso. Os militares vão se descolar até sábado, pelos rios Negro e Solimões, para 20 municípios do interior.

No total, dez mil servidores dos órgãos do Sistema de Segurança Pública do Amazonas, das Forças Armadas e de órgãos federais, estaduais e municipais vão atuar no pleito de domingo, como parte de um Plano Integrado de Segurança. O objetivo é coibir crimes eleitorais e garantir a a tranquilidade da votação nos 1.508 locais. Também haverá um monitoramento por meio de 284 câmeras, a maioria instalada em Manaus.

Bianca Paiva
Da Agência Brasil

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