Vendas caem e shoppings fecham18 mil lojas no País

128
0
COMPARTILHAR

Ao longo de 2016, os shoppings deixaram de vender R$ 140,5 bilhões e o setor fechou 18 mil lojas no País
Ao longo de 2016, os shoppings deixaram de vender R$ 140,5 bilhões e o setor fechou 18 mil lojas no País
Apesar da abertura de 19 novos shopping centers em 2016 em todo o País, o setor apresentou o surpreendente fechamento de 18,1 mil lojas durante o ano, quando o volume de vendas também caiu 3,20% em relação ao ano anterior. Os dados foram divulgados hoje (26) pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop).

O número de lojas em funcionamento em shoppings no Brasil em 2016 totalizou 121.638, o que representou uma queda de 12,9% em comparação a 2015, quando havia 139.738.

Também houve redução no número de empregos no setor. A associação informou que, este ano, as lojas somaram 1.253.141 funcionários e 85.510 trabalhadores na área operacional dos shoppings, o que representou uma redução de 36.659 colaboradores em relação a 2015.

Vendas no Natal

As vendas em shoppings caíram 3% neste Natal, segundo pesquisa divulgada hoje (26) pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop). Em 2015, a queda havia sido de 2,8%.

Apesar do resultado negativo, o Natal continua sendo a principal data para o varejo, segundo a entidade. Ao longo de 2016, a redução nominal no setor foi de 3,2%, o correspondente a R$ 140,5 bilhões.

Em relação aos segmentos de produtos, as maiores quedas em relação a 2015 foram registradas por móveis e artigos do lar (- 9%), tecnologia e comunicação (- 6,5%) e eletrodomésticos (- 4,5%). As principais altas foram registradas pelos segmentos de perfumaria e cosméticos (7,3%), joias e relógios (3,5%) e calçados (3%).

Entre os meios de pagamento escolhidos pelos consumidores neste Natal, 55% optaram pelos cartões de crédito e débito, 25% pelo cartão próprio ou carnê da loja, 10% cheques e 10% dinheiro.

Segundo a Alshop, a evolução das vendas em 2016 foi afetada pela dificuldade de obtenção de crédito, elevação do desemprego, carga tributária alta, fim de incentivos fiscais e insegurança em relação ao quadro político e econômico do país.

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

SEM COMENTÁRIOS