Celebrar a chegada de 2026 no Recife e em Olinda significa participar de uma das viradas mais plurais do país. A festa vai além da queima de fogos e se espalha por palcos, ruas históricas e praias, com uma trilha sonora que atravessa o frevo, o brega, o manguebeat, o samba e a música pop nacional. Para quem busca curtir o Ano Novo sem gastar com ingressos, as duas cidades oferecem uma programação extensa, gratuita e integrada ao cotidiano local.
O Réveillon do Recife se estruturou, nos últimos anos, como um grande festival urbano, conhecido como Virada Recife, com shows em diferentes datas e polos. Olinda segue um caminho complementar, mantendo a força das manifestações populares, dos cortejos e da ocupação espontânea das ladeiras. Entender essa dinâmica ajuda a montar um roteiro mais equilibrado, respeitando o ritmo da cidade e evitando deslocamentos desnecessários.
O que saber antes de sair de casa
Planejamento faz diferença, sobretudo em uma virada marcada por calor intenso e grande fluxo de pessoas. No Recife, a circulação de veículos na orla do Pina e de Boa Viagem costuma ser bloqueada horas antes do Réveillon. A alternativa mais eficiente é usar transporte por aplicativo até os pontos permitidos e seguir a pé, ou optar pelos ônibus especiais do Expresso Réveillon, que partem de shoppings e terminais. Em Olinda, o acesso ao Sítio Histórico é majoritariamente feito a pé.
As temperaturas em dezembro e janeiro frequentemente superam os 30 graus, com noites abafadas. Roupas leves, protetor solar e hidratação constante não são detalhes. Na hospedagem, a escolha do bairro influencia toda a experiência. Boa Viagem e Pina facilitam o acesso aos grandes palcos. Olinda favorece quem prefere acordar no meio da festa e circular sem depender de transporte motorizado.
Principais polos gratuitos da virada
No Recife, o principal eixo é a orla do Pina e de Boa Viagem. Ali se concentram os palcos da Virada Recife, montados na areia, com estrutura de grande porte. A programação costuma reunir artistas nacionais de projeção, nomes tradicionais da música pernambucana e atrações voltadas ao público jovem. O acesso é livre e o espaço, disputado.
Em Olinda, a orla recebe palcos menores, geralmente na Praia do Quartel e na Praça do Carmo, com foco em frevo, samba, ciranda e orquestras locais. Já nas ladeiras do Sítio Histórico, não há um ponto único para a contagem regressiva. O que domina são os cortejos espontâneos, ensaios abertos e apresentações que surgem ao longo do dia 31 e seguem no dia 1º.
O Recife Antigo costuma funcionar como área de aquecimento, com atividades culturais nos dias que antecedem a virada, especialmente no Marco Zero e na Rua da Moeda.
Roteiro sugerido para aproveitar a programação
No dia 29 de dezembro, a dica é começar pelo Recife Antigo. À tarde, vale visitar o Paço do Frevo e a Casa do Carnaval, além de caminhar pelo Marco Zero. À noite, a Rua da Moeda concentra bares e apresentações gratuitas, com destaque para música instrumental e projetos especiais de fim de ano.
Em 30 de dezembro, a orla assume o protagonismo. Durante o dia, Boa Viagem oferece boa infraestrutura de praia e gastronomia simples. À noite, o Polo Pina costuma ter shows com mais espaço para circulação do que na virada. Chegar cedo aumenta o conforto.
O dia 31 pede decisão. Pela manhã, Olinda é um bom começo, com visita ao Alto da Sé e almoço nas tapioqueiras locais. À tarde, maracatus e bonecos gigantes costumam ocupar as ladeiras. À noite, quem busca grandes shows segue para o Recife, lembrando que a queima de fogos é silenciosa. Quem prefere clima mais intimista pode ficar na orla de Olinda, com apresentações de frevo e ciranda.
No dia 1º de janeiro, a festa continua. Blocos líricos e troças carnavalescas desfilam pelas ladeiras de Olinda. Para encerrar, é possível escolher entre um bate e volta a praias próximas, como Calhetas, ou um fim de tarde tranquilo no Recife Antigo, observando o Parque de Esculturas de Brennand.
Cuidados básicos com segurança, alimentação e horários ajudam a transformar o Réveillon no Recife e em Olinda em uma experiência intensa, acessível e profundamente ligada à cultura local.
Fonte: Band
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