A partir do ano letivo de 2026, a História de Pernambuco passa a ser disciplina obrigatória para estudantes da rede estadual de ensino. A medida vale para os anos finais do ensino fundamental e para todo o ensino médio, conforme instruções normativas publicadas pela Secretaria de Educação de Pernambuco no Diário Oficial do Estado. A reorganização das matrizes curriculares do ensino fundamental foi oficializada no último dia 14, enquanto a normativa referente ao ensino médio foi publicada na quarta-feira (21).
A inclusão do componente curricular resulta de proposta encaminhada pelo Governo de Pernambuco ao Conselho Estadual de Educação em julho de 2025, durante as celebrações do Bicentenário da Confederação do Equador. A iniciativa busca fortalecer o ensino da história local e ampliar o contato dos estudantes com os processos históricos, sociais e culturais que marcaram a formação do estado.
Segundo o secretário de Educação, Gilson Monteiro, a mudança representa um avanço na valorização da identidade pernambucana dentro do ambiente escolar. “Essa iniciativa, resultado da proposta encaminhada pelo Governo de Pernambuco ao Conselho Estadual de Educação, em julho de 2025, no contexto das comemorações do Bicentenário da Confederação do Equador, representa um avanço na valorização da identidade histórica e cultural pernambucana no ambiente escolar. É uma garantia de que os estudantes da rede estadual terão acesso, desde o ensino fundamental até o ensino médio, a conteúdos que abordam a nossa história e valorizam a nossa riqueza e diversidade cultural”, destacou.
Mudança na estrutura do ensino fundamental
Com a nova organização curricular, História de Pernambuco deixa de ser tratada apenas como conteúdo transversal e passa a integrar, de forma específica, a Parte Diversificada do currículo do ensino fundamental. Essa parte do currículo reúne componentes que complementam a Base Nacional Comum Curricular, permitindo abordagens alinhadas às características regionais e ampliando a formação dos estudantes.
A mudança fortalece o ensino de conteúdos locais, assegurando espaço próprio para o estudo de acontecimentos, personagens e manifestações culturais pernambucanas. A proposta também busca estimular o sentimento de pertencimento e a compreensão do papel de Pernambuco no contexto histórico nacional.
Inserção nos itinerários do ensino médio
No ensino médio, a disciplina História de Pernambuco será ofertada dentro dos Itinerários Formativos de Aprofundamento. Esses itinerários têm como objetivo integrar componentes curriculares e áreas do conhecimento por meio de projetos integradores. A disciplina poderá ser desenvolvida em qualquer itinerário escolhido pelo estudante, mantendo caráter transversal e interdisciplinar.
O projeto integrador de História de Pernambuco irá articular diferentes áreas do conhecimento, saberes históricos, culturais e territoriais, com base em práticas investigativas e interdisciplinares. A proposta está alinhada às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular e ao Currículo de Pernambuco, reforçando a conexão entre o ensino local e as orientações nacionais.
Abrangência nas escolas estaduais
A medida alcança um número expressivo de unidades de ensino da rede estadual. No ensino fundamental, a disciplina será ofertada em 342 escolas, entre unidades de ensino regular e integral que atendem aos anos finais. Já no ensino médio, o componente curricular será vivenciado por estudantes de 730 escolas, incluindo modalidades de ensino médio regular, integral e técnico integrado.
A ampliação garante que estudantes de diferentes regiões do estado tenham acesso ao novo componente curricular, independentemente do modelo de escola em que estejam matriculados. A expectativa da Secretaria de Educação é de que a implementação contribua para a formação cidadã e crítica dos alunos.
Outras alterações nas matrizes curriculares
Além da obrigatoriedade de História de Pernambuco, as novas matrizes curriculares do ensino fundamental trazem outras mudanças. As escolas regulares passam a contar com disciplinas de recomposição de língua portuguesa, recomposição de matemática e recomposição de ciências humanas, além de componentes eletivos.
Essas disciplinas eram ofertadas anteriormente apenas nas escolas de ensino integral. Com a ampliação, a rede estadual busca reduzir desigualdades de aprendizagem e fortalecer competências essenciais, garantindo maior equidade entre os diferentes formatos de ensino.
A reformulação curricular faz parte de um conjunto de ações voltadas à melhoria da qualidade da educação pública em Pernambuco. Ao incorporar a história local como disciplina obrigatória, o estado reafirma o compromisso com a valorização da cultura, da memória e da identidade pernambucana no processo educacional.
Fonte: Governo de Pernambuco
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