Busca por crédito cresceu 29% em meio à pandemia

Busca por crédito em 2020 veio principalmente dos segmentos de varejo, bancos e serviços

A busca por crédito a fim de melhorar ou salvar negócios em 2020, cresceu em 29%. A principal razão foi a crise na economia gerada pela pandemia de Covid-19.

Entre os segmentos que mais procurou por crédito no ano passado, estão o varejo, bancos e serviços. As informações são do Índice Neurotech de Demanda por Crédito (INDC). No mês de dezembro a alta foi mais branda, de 4%, em comparação com novembro.

Vale ressaltar que o final de 2020 foi marcado pela alta quantidade de brasileiros com dívidas.

Busca por crédito – destaque

O destaque na busca por crédito veio do setor de serviços, que passou a registrar ampliação superior a 34% a partir de agosto. e encerrou o ano com incremento de 122% no período de um ano.

De acordo com o diretor de Produtos e Sucesso do Cliente da Neurotech, Breno Costa, a aceleração indica que muitos consumidores, que já se beneficiavam do auxílio emergencial fornecido pelo governo federal, solicitaram financiamento para completar o valor necessário com o objetivo de renegociar dívidas ou reformar a casa, por exemplo.

No caso dos bancos e financeiras, a demanda por crédito subiu 16% em 2020. Já o setor de varejo registrou um crescimento de 44% na mesma comparação.

Lojas de departamento

Em compensação, a busca por crédito foi maior ainda nas lojas de departamento e de vestuário. Na primeira categoria, houve altas de 71% em dezembro ante novembro, e de 88% em um ano. Mas no caso dos estabelecimentos focados em roupas e acessórios, registraram crescimento de 57% na comparação mensal. Além disso, registraram um aumento de 170% entre as propostas feitas no intervalo de janeiro a dezembro. Sobre isso, Costa avalia:

“A rápida recuperação do segundo semestre trouxe a demanda por crédito para os patamares de normalidade do mercado brasileiro após o susto provocado pela pandemia covid-19 no primeiro semestre.”

Eventuais efeitos desse avanço

Por outro lado, o executivo faz um alerta sobre eventuais efeitos desse avanço:

“Fatores estruturais como o aumento do endividamento e das incertezas voltam a ter o peso que sempre tiveram e oferecer desafios que exigirão muito esforço para serem superados.”

Ele conclui, que as “inovações” como o Cadastro Positivo, Dados Alternativos, o Pix e Open Banking deverão servir de amparo para um possível cenário como o citado acima.

*Foto: Divulgação