Dólar fecha no menor nível em cinco semanas, e cai para R$ 5,11

Com menor nível em cinco semanas, a moeda norte-americana fez a bolsa oscilar e fechar o dia com pequena queda

Em um dia otimista para o mercado externo, o dólar caiu para o menor nível em cinco semanas.

Dólar comercial com menor nível em cinco semanas

O dólar comercial encerrou a sessão de hoje (22) vendido a R$ 5,114, com forte recuo de R$ 0,097 (-1,87%). A divisa está no valor mais baixo desde 12 de junho, quando tinha encerrado o dia em R$ 5,045.

O mesmo ocorreu com o euro comercial, que fechou o dia em baixa, sendo negociado a R$ 5,909, com queda de 0.91%. Já a libra esterlina comercial caiu 0,94% e encerrou a sessão valendo R$ 6,522.

Proteção de aplicações em outros mercados

Nos últimos meses, o setor financeiro, por meio de seus investidores, compraram dólares com a finalidade de montarem posições contra o real e ainda protegerem aplicações em outros mercados. Neste caso: bolsa de valores (B3) e títulos de renda fixa.

Vale lembrar que no dia 6 de julho, a B3 fechou no nível mais alto, com aumento de 2,24%, após quatro meses.

Todavia, em relação ao dólar, com a melhora do ambiente global e indícios de fragilidade da moeda norte-americana no mundo, essa aposta estaria sendo desfeita, o que possibilita o ajuste mais forte na cotação.

Federal Reserve

Em contrapartida, o Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos) tem investido recursos para avançar nas pesquisas das vacinas contra a Covid-19, além de irrigar o sistema financeiro internacional com dólares. Com isso, há um alívio na pressão sobre o câmbio em países emergentes, entre eles, o Brasil.

Bolsa de valores e reflexo do menor nível em cinco semanas do dólar

No entanto, o otimismo no mercado cambial não teve o mesmo êxito na bolsa. Prova disso é que o índice Ibovespa da B3 (bolsa de valores brasileira) encerrou esta quarta-feira aos 104.290 pontos, com leve queda de 0,02%. Além disso, o indicador oscilou bastante durante o dia, alternando altas e baixas, até encerrar perto da estabilidade.

*Foto: Divulgação/Marcelo Casal Jr./Agência Brasil