Empregos formais no Recife: capital encerra janeiro com 1.819 postos

Empregos formais no Recife integra parte do país que no total gerou 155 mil vagas recentemente; os dados são do novo Caged

Em um anúncio feito ontem (10), pelo novo Caged, foi verificado que os empregos formais no Recife conquistaram o segundo lugar entre as capitais da região do Nordeste. Isso diz respeito a janeiro, encerrando o mês com 1.819 vagas. é o que aponta dados levantados no Cadastro Geral de Empregos e Desempregados (Caged).

Empregos formais no Recife

A cidade ficou atrás apenas de Salvador (BA, que gerou 4.674 postos de trabalho). Além disso, a capital pernambucana superou o próprio número de admissões no mesmo período do ano passado, quando apresentou o saldo positivo de 1.765.

De acordo com Alberes Lopes, secretário do Trabalho, Emprego e Qualificação:

“O saldo de janeiro deste ano e do ano passado no Estado se mantiveram positivos, mesmo com a pandemia. Esses resultados, em dois anos seguidos, quebram a tendência da série histórica em relação ao mês de janeiro, cujo comportamento quase sempre se manteve negativo. Isso nos dá muita esperança no futuro, porque estamos trabalhando em todas as regiões do Estado, com atração de investimentos e qualificações de trabalhadores.”

Setores

Já em relação aos setores observados no último Caged, em que o cálculo se baseia nas admissões e nos desligamentos no mercado formal, o de melhor desempenho para Recife foi o de serviços. Foram 2.655 admissões, distribuídas nos subsetores de:

  • transporte;
  • armazenagem e correio;
  • informação;
  • comunicação de atividades financeiras, imobiliárias e administrativas; ofertas na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais;
  • alojamento e alimentação.

Em segundo lugar, ficou o setor do comércio, com 370 novas contratações.

Resultados mais positivos

Por outro lado, o Estado de Pernambuco apresentou ainda os resultados mais positivos nos setores de serviços, que foi de 2.941, assim como em construção civil, com 708.

Entretanto, o setor de agropecuária foi negativamente afetado por conta de diversas variáveis na economia local. Estas ocasionaram baixas na agricultura, pecuária, pesca, produção florestal e aquicultura. E também há o fator da retração do comércio após a época natalina. Paralelamente, a indústria também perdeu mais trabalhadores na área de produtos alimentícios.

Dados do Caged no Brasil

Em contrapartida, no Brasil, o mês de janeiro fechou com 155.178 empregos formais, como resultado de 1.777.646 admissões e 1.622.468 desligamentos. O total de empregos formais no país chegou a 40.833.533, correspondendo a uma variação de 0,38% em relação ao mês anterior.

Em relação ao Nordeste, os maiores impactos negativos sobre a geração de empregos formais, só tiveram como exceção a Bahia. O estado ficou em primeiro lugar no ranking (11.289 vagas), seguido por Maranhão (com 591), e Pernambuco (com 537).

Nível nacional

Em termos de nível nacional, o Novo Caged indica apenas 19 dos 27 estados, com saldos positivos. Mas há outro dado relevante e diz respeito ao salário médio de admissão, que ficou definido em R$ 1.920,59 e aumentou em 6,38%, somando R$ 115,24 em relação ao mês anterior.

Maiores vagas

Entre os estados que mais geraram vagas, os destaques ficam para São Paulo (com 48.355), Santa Catarina (com 23.358) e Paraná (com 18.351). Por outro lado, os estados com maior saldo negativo de vagas foram Sergipe (com -1.253), Ceará (com -1.508) e Rio Grande do Norte (com -2.430).

Já o setor de serviços foi o de maior destaque, com geração de 102.026 novos postos de trabalho formais. E com atenção especial para as atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, porque geraram 58.773 postos. Em seguida, aparece a indústria geral, que emplacou 51.419 postos; construção civil, com 36.809; e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 25.014. Já o setor de comércio apresentou saldo negativo, com 60.088 postos.

Trabalho intermitente

Por fim, sobre a modalidade de trabalho intermitente, quando uma empresa contrata um funcionário para prestação de serviços que ocorre de modo esporádico, o Ministério da Economia disse:

“Foram 15.600 admissões e 12.517 desligamentos na modalidade, gerando saldo de 3.083 empregos, envolvendo 3.784 estabelecimentos contratantes. Um total de 201 empregados efetuou mais de um contrato na condição de trabalhador intermitente.”

*Foto: Reprodução/Agência Brasília