Estuário do rio Formoso: Semas apresenta resultado de estudo náutico

Estuário do rio Formoso integra uma implementação da Política Estadual de Gerenciamento Costeiro desenvolvido pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, com o auxílio de outros parceiros, para nortear a definição das normas para o ordenamento do turismo náutico na região

O estuário do rio Formoso, que fica nas Áreas de Proteção Ambiental de Guadalupe e Costa de Corais, litoral sul de Pernambuco, é um dos locais mais lindos e ricos em biodiversidade do Brasil. Além disso, é território da pesca artesanal, de comunidade quilombola e atrai turistas de vários lugares do país e do mundo. Nos últimos anos, a região de turismo passou a vivenciar conflitos relacionados ao uso das atividades náuticas recreativas, turísticas e pesqueiras, especialmente no verão, quando há um aumento significativo do fluxo de pessoas e embarcações.

Estuário do rio Formoso

Sendo assim, com a finalidade de garantir a conservação da biodiversidade local com a participação das atividades humanas, além de conciliar e ordenar usos do ambiente costeiro (estuarino e marinho), a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco e a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) criaram o Zoneamento Ambiental e Territorial das Atividades Náuticas (ZATAN) para esta região.

Atualização do estudo

Por outro lado, foi feita a atualização do estudo da capacidade de carga local. Esta determina o número de pessoas, embarcações, atividades de recreação e de turismo que os ambientes são capazes de suportar, sem causar danos as suas características naturais. O estudo foi apresentado na quinta-feira (26/05), pela plataforma zoom e pelo canal do Youtube da Semas PE.

Os resultados foram apresentados pelos professores Vanice Selva e Itamar Cordeiro, da Universidade Federal de Pernambuco. Todavia, o estudo está previsto no Plano de Manejo da APA de Guadalupe e auxiliará na definição de normas para o ordenamento do turismo náutico na região. O regramento tem entre seus objetivos: a conservação ambiental, o aperfeiçoamento e a continuidade de práticas territoriais que integram a herança cultural local e a conciliação dos diversos interesses socioeconômicos.

Política Estadual de Gerenciamento Costeiro

Por fim, a iniciativa integra a implementação da Política Estadual de Gerenciamento Costeiro e foi desenvolvida pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco e CPRH em parceria com os municípios de Tamandaré, Rio Formoso e Serinhaém. E ainda conta com o apoio do Projeto TerraMar, uma cooperação técnica entre o Ministério do Meio Ambiente, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha, por meio da Deutsche Gesellschaftfür Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH.

*Foto: Reprodução