Flip 2021 será inspirada em plantas e com homenagem coletiva

Flip 2021 anunciou na semana passada que trará pela primeira vez em sua história uma curadoria coletiva

Na semana passada, a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) anunciou que sua 19ª edição trará pela primeira vez em sua história uma curadoria coletiva. Além disso, a festa será inspirada nas plantas e nas florestas, e vai homenagear líderes e pensadores indígenas mortos pela Covid-19. Assim como no ano passado, o evento de cultura literária ocorrerá em formato online, entre os dias 27 de novembro e 5 de dezembro.

Flip 2021 – curadoria coletiva

Pela primeira com uma curadoria coletiva, a Flip 2021 contará com cinco curadores na programação. São eles:

  • o antropólogo e colunista do jornal Folha de S.Paulo Hermano Vianna, que coordena o coletivo curatorial;
  • a editora Anna Dantes, colaboradora da Escola Viva Huni Kuin e uma das fundadoras do Selvagem – Ciclo de estudos sobre a vida;
  • o escritor Evando Nascimento;
  • o antropólogo João Paulo Lima Barreto, tukano do Alto Rio Negro e fundador do Centro de Medicina Indígena em Manaus;
  • e o professor de literatura Pedro Meira Monteiro, diretor do departamento de letras em português e espanhol da Universidade Princeton.

De acordo com o texto institucional que fala sobre a temática desta edição, o objetivo é aproximar a literatura das plantas.

“Seria impossível, e imprudente, minimizar a imensa tragédia vivida, desejando neste momento apenas uma volta ao ‘normal’ –que foi uma das causas do problema. É preciso urgentemente imaginar outras formas de vida, sem a centralidade no ‘humano’, preparando o terreno para evitar o agravamento da crise climática na qual o planeta já vive.”

Homenagens

Contudo, a feira literária vai realizar uma homenagem coletiva “gente discípula das plantas”. De acordo com a Flip, o objetivo é cultivar e espalhar a sabedoria construída por essas pessoas. Com isso, o conhecimento não será perdido.

As homenagens são para: Higino Tenório, escritor, professor e fundador da primeira escola indígena do povo tuyuka, Feliciano Lana, artista plástico e escritor do povo desana, Zé Yté, colaborador central dos mais importantes estudos sobre a etnobiologia kayapó, e Maria de Lurdes, guardiã das plantas de cura do povo mura. Porém, a festa pretende estender sua homenagem a todos os mortos pela Covid-19.

Por fim, o evento ainda não divulgou nomes de convidados para as mesas da Flip.

*Foto: Divulgação