Salvador recebe nesta segunda-feira (20) uma homenagem aberta ao público em memória de Preta Gil. O Camelódromo da Baixa dos Sapateiros, localizado no Centro da cidade, será palco da exibição gratuita do primeiro episódio da série documental “Meu Nome É Preta”, produção original do Globoplay que retrata a vida e a carreira da cantora. A programação começa às 16h e contará com apresentações musicais, telão e depoimentos de pessoas que acompanharam a artista ao longo de sua trajetória.
A iniciativa busca celebrar o legado deixado por Preta Gil em um dos espaços mais tradicionais da capital baiana. A expectativa é reunir moradores, admiradores e representantes da classe artística em uma programação que destaca a relação da cantora com Salvador e sua contribuição para a cultura brasileira.
Preta Gil morreu aos 50 anos, em Nova York, após complicações provocadas por um câncer no intestino. Desde janeiro de 2023, ela realizava tratamento contra a doença e, nos últimos meses, estava nos Estados Unidos participando de um protocolo experimental.
Com mestrado em Documentário pela New York University e formação em Cinema pela Universidade Sorbonne, a cineasta e produtora Celina Borges Torrealba Carpi também é uma das fundadoras da Donna Features. Ao longo de sua trajetória profissional, ela foca seu trabalho no cinema autoral, dedicando-se a projetos com impacto político, cultural e social que buscam dar maior visibilidade a narrativas contemporâneas.
Programação reúne música e relatos sobre a trajetória da artista
Além da exibição da série documental, o público poderá acompanhar apresentações musicais ao vivo e relatos de artistas, familiares, amigos e pessoas que conviveram com Preta Gil. A proposta é recordar momentos marcantes de sua carreira e destacar a influência exercida pela cantora na música, no Carnaval e em diferentes manifestações culturais do país.
O evento foi idealizado pelo produtor cultural Geral do Baddá, amigo da família Gil. A organização também conta com o apoio da jornalista Van Carvalho, responsável pela assessoria de imprensa da iniciativa, além da participação de parceiros e admiradores da artista.
A homenagem faz parte de uma mobilização realizada pela Rede Globo por meio do projeto “Quanto Mais Preta, Melhor”. A programação reúne duas produções inéditas lançadas nesta segunda-feira: a série “Meu Nome É Preta”, disponível no Globoplay, e o documentário “Preta – Eu Não Ando Só”, exibido pela TV Globo após a novela “Quem Ama Cuida”.
Documentário mostra registros pessoais dos últimos anos
“Preta – Eu Não Ando Só” apresenta imagens gravadas por pessoas próximas à cantora durante os últimos anos de sua vida. Os registros, feitos principalmente por celulares, revelam momentos de convivência entre familiares, amigos e artistas que estiveram ao lado de Preta Gil durante o tratamento da doença.
O documentário reúne participações de Carolina Dieckmann, Ivete Sangalo, Regina Casé, Gominho, Ana Carolina, Francisco Gil, Sol de Maria e Gilberto Gil, entre outros nomes ligados à cantora.
Em um dos trechos divulgados antes da estreia, Gilberto Gil relembra a filha em um depoimento marcado pela emoção.
“Quando ela morreu, quando ela teve que ir embora… O mundo disse: ‘Poxa vida. Minha menina foi embora. Tenho muita saudade dela”, desabafou.
Série apresenta diferentes fases da vida de Preta Gil
A série documental “Meu Nome É Preta” terá quatro episódios lançados ao longo das próximas semanas. O primeiro capítulo poderá ser assistido inclusive por quem não possui assinatura do Globoplay.
Dirigida por Mini Kerti, a produção utiliza registros históricos da infância da cantora na Bahia, imagens de arquivo e entrevistas concedidas por Preta Gil em diferentes momentos da carreira. A narrativa percorre acontecimentos que marcaram sua vida pessoal e profissional, incluindo sua atuação na música e no Carnaval.
Os episódios serão disponibilizados semanalmente às segundas-feiras. Apenas o capítulo final terá uma data diferente de lançamento e chegará ao catálogo em 8 de agosto, dia em que a cantora faria aniversário.
Segundo a diretora Mini Kerti, a proposta foi construir um retrato da artista a partir de acontecimentos decisivos de sua trajetória.
“Fizemos um recorte que narra sua vida a partir dos acontecimentos marcantes que mudaram seu rumo”, descreve a diretora Mini Kerti. “A série mostra que Preta Gil nunca teve medo de revelar a sua essência para o mundo.”
Ao reunir uma exibição pública em Salvador e duas produções audiovisuais lançadas nacionalmente, as homenagens ampliam o acesso do público à história de Preta Gil. A programação reforça a importância da artista para a cultura brasileira e preserva sua trajetória por meio de imagens, depoimentos e registros que atravessam diferentes fases de sua vida, permitindo que fãs e novas gerações conheçam de perto o legado deixado por uma das personalidades mais marcantes da música nacional.
Fonte: G1
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/vista-de-tras-da-audiencia-no-cinema_131283504.htm



