Nova oferta de ações é preparada pela Petrobras

A iniciativa visa reduzir ainda mais sua participação em ações na BR Distribuidora, que hoje é de 41,25%

Roberto Castello Branco, atual presidente da Petrobras, afirmou na sexta-feira (8), que a petroleira prepara para o ano que vem uma nova oferta de ações da BR Distribuidora. A intenção é diminuir ainda maus sua fatia dentro da companhia de distribuição.

Ações de 2017

Em 2017, houve duas rodadas de ofertas de ações. Com isso, a estatal deixou de ser a única acionista e passou a ter participação na empresa de 41,25%. Com as operações, foi arrecadado o montante de R$ 13 bilhões, que integrou parte de seu plano de negociação de ativos, com o intuito de quitar dívidas. Em evento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Castello Branco ressaltou:

“Vamos ficar mais minoritários ainda, porque temos em mente no próximo ano fazer outra operação de mercado de capitais e reduzir substancialmente a nossa participação”.

BR Distribuidora

A companhia BR é considerada a maior distribuidora de combustíveis do território nacional, e com a diminuição da fatia da Petrobras, “não há mais nenhuma distribuidora de combustíveis estatal no país”, destacou o presidente da estatal de petróleo.

Negociações para a venda de ações

Na quinta-feira (7), a Petrobras informou sobre o término das negociações para a venda das ações, no valor de R$ 3,7 bilhões, referentes à distribuidora de gás de cozinha Liquigás para o consórcio composto pela Copagaz, Itausa e Nacional Gas Butano. Sobre isso, Castello Branco explicou:

“Não teremos mais nenhuma estatal na distribuição de gás liquefeito de petróleo. Aquele gás de cozinha que atende ao consumo da maioria dos brasileiros e ao consumo industrial. A Petrobras está fora”.

Programa de privatizações

Presente no mesmo evento da FGV, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou que o povo brasileiro está menos resistente á venda de estatais e ainda defendeu o programa de privatizações instituído pelo governo.

Foi levado ao Congresso nesta semana o projeto de lei que possibilita a privatização da Eletrobras, sob a justificativa de que a companhia necessita de recursos para voltar a investir e, com isso, não perder participação de mercado.  Almeida também disse que:

“Se nós não privatizarmos a Eletrobras, estaremos cometendo um crime contra o povo brasileiro”.

Sobre esta questão, o presidente da estatal de petróleo também concordou que é preciso haver um maior apoio a privatizações. Ele revelou que foi a pé até a bolsa de valores de São Paulo para a última operação de ações da BR e que “não tinha um só manifestante”. E ainda brincou que “ninguém quis me dar um chute”, em relação a famosa foto que foi publicada durante a privatização da Vale, em que um manifestante aparecia acertando um chute em um investidor.

Fonte: Folha de Pernambuco

*Foto: Divulgação