País deve dar mais atenção aos sintomas da anemia hereditária

Anemia hereditária atinge o Brasil e 4% da população possui um dos tipos da enfermidade, de acordo com dados do Ministério da Saúde

Já não é de hoje que o Ministério da Saúde alerta sobre a anemia hereditária. Em um protocolo clínico divulgado em 2018, o órgão estabeleceu as diretrizes de como identificar a doença e realizar seu controle e tratamento.

Anemia hereditária

Uma das enfermidades genéticas e hereditárias mais comuns no país é anemia falciforme. Esta é presente mais em regiões do estado da Bahia e no restante do Nordeste, além de ser encontrada também em outras áreas nacionais em pessoas afrodescendentes.

A doença está ligada aos glóbulos vermelhos do sangue e à hemoglobina presente nela, em que sua função é levar o oxigênio que respiramos para todo o organismo.

Protocolo do Ministério da Saúde

Aproximadamente 4% da população do país tem um dos tipos dessa alteração genética, de acordo com informações do protocolo clínico do Ministério da Saúde. A modificação vai desde o simples traço falciforme (em formato de foice) até o estado de anemia falciforme propriamente dito, que é diagnosticado entre 25 mil e 50 mil pacientes, conforme os autores do estudo.

Sintomas da anemia hereditária

Entre os sintomas que os pacientes que possuem anemia hereditária relatam está a dor no corpo, que é a queixa mais frequente. Isso é decorrente dos glóbulos vermelhos normais que adentram as pequenas artérias e veias. Porém, as hemoglobinas falciformes se juntam em bastões, impedindo os vasos sanguíneos.

Tratamento

Apesar do avanço da medicina, ainda não existe um tratamento 100% eficaz para a anemia hereditária, mesmo que já tenha pesquisas importantes em andamento. A afirmação é da revista Science, de setembro deste ano.

Cuidados

Portanto, os centros de saúde devem estar atentos e proporcionar cuidados principais aos pacientes, na intenção de realizar uma prevenção de infecções e isso inclui tomar todas as vacinas indicadas pelo Ministério da Saúde e a recomendação de sempre: lavar muito bem as mãos com água e sabonete.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação