Pandemia de covid-19 prejudica produção petrolífera em maio

Produção petrolífera foi derrubada no mês de maio, segundo dados de boletim mensal da ANP

A produção petrolífera no Brasil recuou 6,5% no mês de maio, na comparação com abril, e cresceu 1,3% na comparação com o mesmo período de 2019. Já a produção de gás natural teve queda de 7,8% na comparação mensal e diminuiu 3% na comparação anual. Os dados estão no Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural, divulgado hoje (2) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A produção nacional em maio foi de 3,485 MMboe/d (milhões de barris de óleo equivalente por dia), com um total de 2,765 MMbbl/d (milhões de barris por dia) de petróleo e 114 MMm3/d (milhões de m3 por dia) de gás natural.

Vale lembrar que no mês de abril, a produção de petróleo atingiu o seu menor nível de preço desde 1999, decorrente também da pandemia.

Motivos para a queda da produção petrolífera

Segundo a ANP, os principais motivos da queda na produção petrolífera foram a parada dos navios plataforma (FPSOs, da sigla em inglês) Mangaratiba e Cidade de Angra dos Reis e a restrição na produção das plataformas P-67, P-74 e P-76:

“Durante o mês de maio, 34 campos tiveram a suas respectivas produções interrompidas temporariamente devido aos efeitos da pandemia da covid-19, dos quais 16 marítimos e 18 terrestres, e um total de 60 instalações de produção marítimas permaneceram com produção interrompida. No mês de abril, foram 38 campos e 66 instalações com produção interrompida pelo mesmo motivo.”

Em relação aos campos do pré-sal, estes foram responsáveis por 67,8% da produção nacional em maio, com 2,363 MMboe/d. Ao todo, foram 1,875 MMbbl/d de petróleo e 77,57 MMm3/d de gás natural em 115 poços. A diminuição na produção do pré-sal foi de 9% na comparação com o mês anterior. Porém, houve um aumento de 12,2% no comparativo com maio do ano passado.

Gás natural

Já o aproveitamento de gás natural em maio foi de 97,6%m, com a disponibilização ao mercado de 48,7 MMm³/dia e queima de 2,782 MMm³/d. O avanço da queima foi de 2,1% no comparativo de abril e ainda teve diminuição de 43,3%, em relação a maio de 2019.

Os campos marítimos foram responsáveis por 96,5% do petróleo produzido em maio e por 86% do gás natural, ressalta a agência:

“Os campos operados pela Petrobras foram responsáveis por 94,9% do petróleo e do gás natural produzidos no Brasil. Porém, os campos com participação exclusiva da Petrobras produziram 41,8% do total.”

Por fim, os destaques do setor foram o campo de Lula, localizado na Bacia de Santos, com 889 Mbbl/d de petróleo e 39,3 MMm3/d de gás natural, e a plataforma Petrobras 77, situada no campo de Búzios, com 155,371 Mbbl/d de petróleo.

Fonte: Folha de Pernambuco

*Foto: Divulgação