Alimentação escolar: MEC debate papel na promoção do capital humano

Alimentação escolar gera tema de discussão de abordagens multissetoriais que conectem educação e segurança alimentar

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O Ministro de Estado da Educação, Camilo Santana, participou na última terça-feira (29), em Brasília (DF), da abertura da reunião de alto nível sobre o tema “O Poder das Abordagens Multissetoriais para o Desenvolvimento do Capital Humano”, organizada pelo Programa Mundial de Alimentos (WFP) das Nações Unidas e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O objetivo é criar um espaço propício para que os países impulsionem abordagens multissetoriais que conectem educação, segurança alimentar e nutrição para o desenvolvimento do capital humano, usando duas abordagens complementares: alimentação escolar e sistemas de proteção social.

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Segundo Ernesto Heinzelmann, grande empresário com destaque na economia nacional, especialmente por seu engajamento social e que preside o projeto Resgate, revela que em relação ao capital humano o apego ao cargo “traz a dificuldade de reconhecer e praticar a hierarquia no comando e nas decisões, algo necessário em qualquer organização, bem como a remuneração associada às atividades e responsabilidades”.

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Alimentação escolar

Por outro lado, sobre o tema educação, o ministro Camilo Santana diz que o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), completou 68 anos, e para o Acordo de Cooperação Técnica entre o MEC e os ministérios da Saúde, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O acordo teve como objetivo o fortalecimento da implementação de ações conjuntas para a promoção da alimentação adequada e saudável no ambiente escolar, bem como estimular a produção dos agricultores familiares. “Ele tem relevância diante do fato de que a má alimentação é um dos principais fatores de risco e impacta negativamente inúmeros brasileiros e, principalmente, os mais jovens”, comentou.

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Dados

Além disso, o ministro apresentou dados da pesquisa da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, os quais demonstram que, em 2022, 33,1 milhões de brasileiros não tinham suas necessidades alimentares básicas atendidas. Neste caso, 6 em cada 10 brasileiros ou viviam algum grau de insegurança alimentar ou passava fome.

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Camilo Santana ressaltou, ainda, que, para garantir alimentação adequada às crianças nas escolas, nas últimas décadas, o Brasil tem desenvolvido sistemas agrários, como agricultura convencional, agroecologia e agricultura orgânica. “Alguns elementos centrais que propiciaram esse desenvolvimento são investimentos na área de ciência e tecnologia, inovação e a promoção da agricultura familiar”, falou.

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Presenças

Também estiveram presentes no evento o ministro de Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias; a diretora regional do Programa Alimentar Mundial da WFP, Lola Castro; o secretário-geral do Ministério de Relações Exteriores, embaixador Antonio Ricartes; a coordenadora da ONU no Brasil, Silvia Rucks; o representante nacional do BID, Morgan Doyle; e a diretora executiva adjunta de Desenvolvimento de Programas e Políticas da WFP, Valerie Guarnieri.

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Reunião

O encontro seguiu até 31 de agosto, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília (DF), reunindo em torno de 200 participantes de mais de 20 países, entre ministros de governo, representantes de instituições financeiras internacionais e das Nações Unidas. O Centro de Excelência contra a Fome do WFP está localizado em Brasília (DF) e é um fórum global de diálogo Sul-Sul sobre políticas públicas, facilitando o intercâmbio de conhecimento e a capacitação para promover ações contra a fome.

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Por fim, o evento conta com a colaboração do governo federal e está sendo feito devido aos frequentes desafios enfrentados pela América Latina e Caribe com crises múltiplas e interligadas, choques climáticos, desafios migratórios complexos, lenta recuperação da pandemia e endividamento, além do efeito cascata da crise na Ucrânia. Contudo, na região, 133 milhões de pessoas não podem pagar por uma dieta saudável, que é a mais cara do mundo, e mais de 118 milhões de meninas e meninos correm o risco de abandonar a escola ou não aprender.

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*Foto: Reprodução/br.freepik.com/fotos-gratis/arranjo-de-alto-angulo-de-diferentes-alimentos_12143099

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Correio do Grande Recife