Chuvas no interior têm impacto limitado e barragens de Pernambuco seguem em níveis críticos

As chuvas registradas entre janeiro e fevereiro, que continuam em março em diversas regiões do interior de Pernambuco, provocaram mudanças discretas no nível dos reservatórios do estado. Mesmo com o aumento das precipitações em algumas áreas, o quadro geral das barragens permanece crítico, com poucos avanços na recuperação dos volumes de água.

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Levantamento da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) indica que apenas um reservatório deixou a situação de colapso desde o início do ano. No dia 6 de janeiro, 23 barragens estavam classificadas nesse nível, caracterizado por armazenamento inferior a 10% da capacidade total.

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Entre elas, apenas o reservatório de Barriguda, localizado no município de Araripina, no Sertão pernambucano, conseguiu subir para a categoria de pré-colapso. Essa classificação corresponde a um volume armazenado entre 10% e 30% da capacidade.

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Ainda assim, a maioria dos reservatórios permanece em situação crítica, com volumes muito baixos e pouca recuperação significativa, mesmo após os episódios de chuva registrados nas últimas semanas.

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Barragens em colapso apresentam pequenas variações

Das 22 barragens que continuam na condição de colapso, nove apresentaram algum aumento no volume de água armazenado em comparação com a medição anterior realizada pela Apac.

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Um dos casos monitorados é o da barragem de Jucazinho, situada em Surubim, no Agreste pernambucano. De acordo com dados da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), o reservatório registrou aumento no volume armazenado ao longo de um período de dez dias.

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Nesse intervalo, o nível subiu de 0,45% para 1,86% da capacidade total. Apesar da melhora, o índice ainda mantém o reservatório na faixa considerada de colapso.

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A situação de Jucazinho vinha sendo apontada como uma das mais preocupantes desde meados do ano passado, quando o volume de água atingiu níveis mínimos. A barragem desempenha papel relevante no abastecimento de água na região, atendendo 13 municípios do Agreste.

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Mesmo com o leve crescimento no armazenamento, o reservatório permanece em estado crítico e continua sendo acompanhado de perto pelos órgãos responsáveis pela gestão hídrica.

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Parte dos reservatórios registrou queda no volume

Enquanto algumas barragens apresentaram pequena recuperação, outras tiveram redução no volume de água.

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Segundo a Apac, nove dos reservatórios que permanecem em colapso registraram piora na capacidade de armazenamento. Além disso, parte deles segue com volume praticamente inexistente, permanecendo com 0% de água acumulada.

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Esse cenário evidencia que as chuvas recentes não foram suficientes para provocar uma recomposição mais ampla dos reservatórios localizados nas regiões mais afetadas pela estiagem.

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Ainda de acordo com o balanço divulgado pela agência, Pernambuco possui atualmente seis barragens vertendo, situação em que o reservatório atinge o limite máximo e a água começa a transbordar.

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Esses reservatórios estão localizados no Agreste, na Zona da Mata Sul e também na Região Metropolitana do Recife.

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Reservatórios com níveis mais elevados

Além das barragens em situação crítica, o estado possui outros reservatórios com níveis mais confortáveis de armazenamento.

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Ao todo, 46 barragens pernambucanas operam atualmente com volumes que variam entre 30% e 100% da capacidade total, segundo a Apac.

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Esses reservatórios apresentam condições mais estáveis e contribuem para manter o abastecimento em determinadas regiões, especialmente onde as chuvas foram mais regulares nos últimos meses.

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Mesmo assim, a distribuição irregular das precipitações no território pernambucano faz com que a situação hídrica continue bastante desigual entre as diferentes regiões do estado.

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Situação dos maiores reservatórios do estado

A Apac também divulgou dados atualizados sobre os sete reservatórios com maior capacidade de armazenamento de água em Pernambuco. O levantamento mostra um cenário variado entre essas estruturas.

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Quatro dessas barragens apresentaram aumento no volume acumulado em relação à medição anterior. Outras duas registraram queda no nível de água.

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Entre os maiores reservatórios do estado, três permanecem em situação de colapso e dois estão classificados em pré-colapso. Apenas dois operam atualmente com mais de 30% da capacidade.

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Um dos casos mais críticos é o da barragem de Chapéu, localizada em Parnamirim, que permanece completamente vazia. Segundo os dados mais recentes, o reservatório segue com 0% da capacidade de armazenamento.

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Níveis atuais dos principais reservatórios

De acordo com o levantamento da Apac, os sete maiores reservatórios de Pernambuco apresentam os seguintes níveis de armazenamento:

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Engenheiro Francisco Saboia, em Ibimirim: 38,36%Serrinha II, em Serra Talhada: 34,23%Entremontes, em Parnamirim: 2,06%Serro Azul, em Palmares: 11,54%Carpina, em Lagoa do Carro: 20,28%Jucazinho, em Surubim: 1,87%Chapéu, em Parnamirim: 0%

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Os dados reforçam que, apesar das chuvas registradas no início do ano, grande parte dos reservatórios pernambucanos ainda enfrenta níveis baixos de armazenamento, cenário que mantém o monitoramento constante por parte dos órgãos estaduais responsáveis pela gestão dos recursos hídricos.

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Fonte: Diário de PernambucoFoto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/barragem-de-agua-do-lago-nas-ilhas-canarias-com-um-ceu-azul-nublado_10419533.htm

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