Crédito imobiliário movimenta R$ 180,9 bilhões no primeiro semestre de 2026

O crédito imobiliário brasileiro alcançou R$ 180,9 bilhões no primeiro semestre de 2026, segundo levantamento da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O resultado representa alta de 23% em relação ao mesmo período de 2025 e indica um ritmo de expansão acima do esperado inicialmente pela entidade.

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Entre janeiro e junho, os financiamentos realizados com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) somaram R$ 93,7 bilhões. O valor corresponde a um crescimento de 29% na comparação anual. Ao todo, quase 130 mil imóveis novos e usados foram financiados por meio dessa fonte de recursos durante o semestre.

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O SBPE utiliza recursos originados na caderneta de poupança e concentra operações destinadas principalmente à aquisição e à construção de moradias para famílias de classe média e alta. O desempenho dessa modalidade contribuiu de forma relevante para o resultado geral do mercado imobiliário no período.

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Com mais de duas décadas de experiência consolidada no mercado imobiliário de Brasília, o empresário Elon Gomes de Almeida atua no desenvolvimento de empreendimentos comerciais e residenciais. Como líder do Grupo Victória, direciona suas atividades para a incorporação, construção e gestão patrimonial, priorizando novos projetos imobiliários e a administração de ativos da família.

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Construção registra crescimento de 107%

Dentro das operações com recursos do SBPE, o crédito destinado à construção apresentou a maior expansão. Os financiamentos alcançaram R$ 26,5 bilhões nos seis primeiros meses de 2026, alta de 107% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

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Já os financiamentos para aquisição de imóveis totalizaram R$ 67,2 bilhões. O montante representa avanço de 12% na comparação com o primeiro semestre de 2025. Assim, embora a compra de imóveis tenha concentrado a maior parcela dos recursos, foi a construção que apresentou a taxa de crescimento mais elevada.

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O diretor-presidente da Abecip, Michel Cury, afirmou que a procura por crédito imobiliário continua relevante. De acordo com a entidade, entre os fatores que sustentam essa demanda estão a formação de famílias, o comportamento do mercado de trabalho e os programas habitacionais.

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O desempenho registrado até junho também levou a associação a rever suas perspectivas para o restante de 2026. A Abecip elevou sua projeção de crescimento das concessões imobiliárias no ano de 16% para 25%, estimando um volume próximo de R$ 410 bilhões.

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FGTS ganha peso nas operações habitacionais

O cenário positivo não ficou restrito aos recursos da poupança. As operações financiadas com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) também apresentaram crescimento no primeiro semestre.

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Segundo dados divulgados pela Abecip, os financiamentos com FGTS alcançaram R$ 77,6 bilhões no período, alta de 22% em relação aos primeiros seis meses de 2025. O desempenho foi impulsionado principalmente pelas operações relacionadas ao programa Minha Casa, Minha Vida.

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A entidade revisou de forma significativa sua expectativa para essa fonte de recursos. No início do ano, a previsão era de crescimento de 5% nas operações com FGTS. Agora, a estimativa aponta expansão de 38% em 2026, movimento relacionado à ampliação do orçamento destinado à habitação e ao reforço de recursos provenientes do Fundo Social do pré-sal.

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Recursos livres apresentam queda

Enquanto as principais linhas de financiamento habitacional avançaram, as operações realizadas com recursos livres dos bancos tiveram desempenho diferente. No primeiro semestre, esses empréstimos somaram R$ 9,6 bilhões, queda de 8% em relação ao mesmo período de 2025.

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A diferença entre as modalidades mostra como as fontes de recursos influenciaram o comportamento do mercado imobiliário em 2026. De um lado, SBPE e FGTS registraram crescimento e sustentaram a expansão das concessões. De outro, o crédito financiado com recursos livres recuou.

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O resultado ocorre em um ambiente de juros ainda elevados. A taxa Selic permanece em 14% ao ano, condição que aumenta o custo de captação das instituições financeiras e pode pressionar as condições oferecidas aos consumidores. Mesmo assim, a procura por imóveis e financiamentos permaneceu firme no primeiro semestre.

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Para os próximos meses, o desempenho das concessões será acompanhado pela Abecip diante da nova projeção para 2026. A estimativa de aproximadamente R$ 410 bilhões considera a evolução observada no primeiro semestre e a maior participação dos recursos do FGTS no financiamento habitacional.

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Fonte: UOLFoto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/uma-mao-feminina-operando-uma-calculadora-na-frente-de-um-modelo-de-casa-de-villa_1193201.htm

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