Paulo Roberto Esequiel de Mendonça aponta cinco iniciativas que transformaram o Alagoas Sem Fome em referência nacional em segurança alimentar

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede PENSSAN), milhões de brasileiros ainda convivem com algum grau de restrição alimentar, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

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Em Alagoas, uma das iniciativas em destaque é o Programa Alagoas Sem Fome, coordenado até pouco tempo por Paulo Roberto Esequiel de Mendonça. Atualmente, ele atua como engenheiro civil e empresário, além de ser pré-candidato a deputado estadual em Alagoas.

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Com mais de duas décadas de atuação em gestão pública e projetos de infraestrutura, Paulo Roberto explica que o programa foi estruturado para reunir ações emergenciais e permanentes voltadas à segurança alimentar. Segundo ele, a proposta é integrar arrecadação, distribuição de alimentos, geração de renda e fortalecimento da produção local.

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De acordo com dados do próprio programa, mais de 97 toneladas de alimentos já foram arrecadadas e cerca de 87 toneladas distribuídas, alcançando mais de 54 mil pessoas em diferentes regiões do estado. Para ele, os resultados estão ligados à articulação entre diferentes setores. “O enfrentamento da insegurança alimentar exige políticas contínuas e integração entre poder público, iniciativa privada e organizações sociais”.

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Arrecadação e distribuição de alimentos

Entre as principais frentes do programa está a arrecadação de alimentos por meio de campanhas, eventos e parcerias institucionais. Os itens são destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social e a entidades cadastradas. Segundo Paulo Roberto Esequiel de Mendonça, o modelo busca ampliar a capacidade de resposta imediata diante das demandas sociais. Ele afirmou, que a logística de distribuição foi estruturada para alcançar diferentes municípios alagoanos.

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Restaurantes Populares ampliam acesso à alimentação

Outra iniciativa apontada pelo gestor é a expansão dos Restaurantes Populares. O modelo oferece refeições a preços acessíveis e atende principalmente trabalhadores de baixa renda, desempregados e pessoas em situação de vulnerabilidade.

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Segundo o ex-coordenador do programa, a medida busca garantir alimentação diária e reduzir os impactos da insegurança alimentar urbana. “Os restaurantes populares cumprem uma função social importante ao assegurar refeições balanceadas e acessíveis à população”.

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Dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social indicam que equipamentos públicos de alimentação têm papel estratégico no combate à fome em centros urbanos, especialmente em regiões com maior desigualdade socioeconômica.

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Capacitação de mulheres e geração de renda

O programa também inclui ações voltadas à qualificação profissional. Entre elas estão as Padarias Artesanais, que já capacitaram quase 600 mulheres chefes de família em Alagoas.

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Para Paulo Roberto Esequiel de Mendonça, a proposta vai além da assistência imediata. “A capacitação profissional permite que muitas famílias ampliem sua renda e tenham maior autonomia econômica”.

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Programas de qualificação e inclusão produtiva voltados às mulheres têm impacto direto na segurança alimentar das famílias, principalmente em lares chefiados por mães solo, conforme apontam os estudos realizados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

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Hortas urbanas e fortalecimento da merenda escolar

Entre as iniciativas destacadas pelo ex-coordenador do Alagoas Sem Fome também estão a implantação de hortas urbanas e o fortalecimento da merenda escolar. As ações têm como objetivo ampliar o acesso a alimentos frescos e incentivar a produção local.

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“As hortas urbanas contribuem para a segurança alimentar e para o aproveitamento de espaços públicos. Já a merenda escolar fortalecida ajuda a garantir alimentação regular para estudantes da rede pública estadual”, explicou o gestor.

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Pesquisas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) indicam que políticas de agricultura urbana e alimentação escolar estão entre as medidas mais adotadas por governos locais para ampliar a oferta de alimentos e reduzir as vulnerabilidades sociais.

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Fábrica Alagoas Sem Fome deve aproveitar alimentos desperdiçados

Uma das próximas etapas do programa será a implantação da Fábrica Alagoas Sem Fome, prevista para funcionar no CEASA de Alagoas. O projeto pretende transformar alimentos que seriam descartados em polpas de frutas e sopas desidratadas destinadas a famílias em situação de insegurança alimentar.

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Paulo Roberto Esequiel de Mendonça revela que a iniciativa foi planejada após levantamento apontar desperdício diário de aproximadamente 7,5 toneladas de alimentos no local. “O objetivo é unir combate ao desperdício e ampliação da assistência alimentar”.

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Além das ações de distribuição e capacitação, o programa também atua em parceria com outras políticas sociais do estado, como o Cartão CRIA, que garante benefício mensal a mais de 120 mil mães alagoanas. Para o ex-coordenador, a integração entre diferentes programas sociais é um dos fatores que ampliam o alcance das políticas de segurança alimentar no estado.

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Imagem: Matheus Nascimento / Ascom Vida Nova nas Grotas

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Correio do Grande Recife