Renato Conill sobre a StockCar 2023: Modalidade pode ser ainda mais emocionante que F1

A temporada 2023 da StockCar teve um início emocionante. O Autódromo Ayrton Senna, em Goiânia, presenciou carros derrapando logo no início da corrida de abertura. Renato Conill, piloto veterano comenta o quanto é emocionante uma disputa de Stock Car.

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Como foi a primeira corrida

Daniel Serra adotou uma estratégia inteligente para sair da quinta posição e vencer a primeira corrida da categoria em Goiânia, confirmando o bom desempenho do ano passado. No entanto, ainda é cedo para fazer previsões para a temporada de 2023.

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Bruno Baptista, da RCM, defendeu a pole position o quanto pôde, mas não resistiu até a linha de chegada. Ele perdeu a posição para Serra e terminou em segundo, o que não foi um resultado ruim. Ricardo Zonta ficou em terceiro.

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Logo na largada, o piloto argentino Marias Rossi, que estava comemorando seu aniversário fazendo o que mais gosta, recebeu um presente desagradável: sofreu uma colisão e rodou na pista. O incidente não o tirou da prova, mas prejudicou seu desempenho, fazendo com que caísse para trás no pelotão.

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Situação semelhante ocorreu com Cacá Bueno, filho de Galvão. O piloto bateu o recorde de maior número de largadas na modalidade. Como ele participou das duas corridas do dia, alcançou a marca de 334. Longe da confusão, Bruno Baptista manteve a liderança. Ricardo Zonta se aproximou do líder e Daniel Serra seguia em terceiro.

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A emoção da primeira corrida faz Renato Conill refletir: A corrida de Stock Car em Goiás trouxe à tona uma discussão interessante para os amantes do automobilismo: o fato de que assistir as provas de Stock Car pode ser ainda mais emocionante e competitivo do que acompanhar as corridas de Fórmula 1.

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Vantagem nos boxes

A vantagem também foi obtida nos boxes. Com restrição de pneus, cada piloto só podia fazer uma troca. Daniel Serra parou antes dos concorrentes que estavam à sua frente. Quando Zonta e Baptista fizeram suas paradas, Serra usou bem o "push" o que ajudou a ultrapassá-los. Fez a parada 0,5 segundo mais rápida que os rivais que completaram o Top 3.

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Daniel Serra vencedor

Foi a 22ª vitória de Daniel Serra na Stock Car. O piloto tricampeão disputou o título no ano passado, mas não completou a última etapa no Autódromo de Interlagos.

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Thiago Camilo leva a segunda corrida

Na segunda corrida da abertura da temporada, Thiago Camilo, da Ipiranga Racing, foi o vencedor. Ele largou em quinto, fez bonito na pista e assumiu a liderança até o final. Com o resultado, Camilo se tornou o piloto com mais vitórias entre os competidores, agora com 38.

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A corrida foi marcada também por uma boa disputa entre Ricardo Maurício, que ficou em segundo, Rubens Barrichello, Cesar Ramos e Felipe Fraga. O atual campeão se saiu melhor, aproveitou o "push" e garantiu um lugar no pódio. A vitória de Camilo, entretanto, tem um significado especial para o piloto.

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Ele passou a temporada de 2022 sem conquistar nada. A última vez que havia vencido uma etapa foi em 12 de dezembro de 2021, na corrida 1 da última etapa daquela temporada, no Autódromo de Interlagos.

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Homenagem

Camilo abandonou o número 21, icônico em 21 temporadas, para assumir o 16. É uma homenagem a Sérgio Ruas Camilo, parente, padrinho e incentivador de Thiago. O ex-piloto faleceu em 18 de março, após um acidente de moto na BR-265, em Lavras, Minas Gerais.

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Thiago Camilo foi astuto na parada nos boxes e conseguiu a tomar a liderança. A partir de então, apenas acelerou e manteve a vantagem perante os concorrentes até confirmar a vitória.

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Houve boas disputas para completar o pódio no Ayrton Senna. Ricardo Maurício, que ficou em segundo lugar, foi seguido por Rubens Barrichello. Marcos Gomes e Felipe Fraga chegaram a lutar por posição. Apesar da proximidade dos carros, Ricardinho conseguiu escapar e Rubinho foi estratégico com o uso do push para deixar Ramos e Maurício para trás.

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Renato Conill: Carros de desempenho semelhante é o diferencial

Um dos grandes diferenciais da Stock Car, comparada às outras categorias do automobilismo, é a quantidade de carros extremamente próximos em termos de desempenho. Quem mais pode se orgulhar de alinhar 30 veículos no grid de largada com diferenças de tempo inferiores a 1 segundo? Essa competitividade equilibrada faz com que se eleve o nível das corridas e faz com que cada etapa seja uma verdadeira batalha entre os pilotos, diz Renato Conill. E é essa batalha que pudemos ver nas primeiras corridas.

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Renato Conill acrescenta: “a Stock Car possui um grupo de competidores de alta qualidade e com uma faixa etária bastante variada. Tanto veículos pilotados por jovens talentos de 19 anos quanto por experientes pilotos de 50 anos podem ser vistos disputando vitórias, ultrapassagens e posições de igual para igual. Essa diversidade de perfis e experiências enriquece as corridas e leva à troca constante de informações e aprendizados entre os competidores.”

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Demais destaques das corridas

Felipe Massa, da LubraxPodium, enfrentou problemas. Chegou a pilotar com o capô levantado antes de parar. O estreante Enzo Elias, da Crown Racing, também abandonou. O atual campeão de 2021, Gabriel Casagrande, teve o pneu furado e por isso não completou a corrida.

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Serra, que venceu a primeira corrida, foi eleito Homem da Corrida. Ele fez a volta mais rápida e lidera o campeonato com 43 pontos, já Camilo tem 39.

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Renato Conill conclui “Especialmente neste fim de semana, as disputas acirradas em Goiás demonstraram que a categoria brasileira, hoje considerada por muitos como a mais competitiva do mundo, tem todos os ingredientes para proporcionar uma experiência esportiva única para os fãs.”

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Quem é Renato Conill

Renato Conill é piloto veterano, gaúcho, da cidade de Pelotas. Aos 17 anos começou a correr de automóvel em corridas de rua. Sua primeira corrida foi em Rio Grande/RS e em seguida passou a participar de corridas esporádicas como a inauguração do Autódromo de Tarumã. Mais tarde passou a disputar campeonatos, regionais e brasileiros, dos quais venceu vários, sendo campeão e também vice-campeão brasileiro. Venceu provas importantes como as 12hs de Tarumã (1974) e os 1000 kms de Brasília (1983).

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No primeiro campeonato brasileiro que disputou ficou em 6º lugar. Nos anos seguintes foi Vice Campeão Gaúcho em 1980, Vice Campeão Brasileiro em 1980, Campeão Gaúcho em 1981, Campeão Paulista em 1981, Vice Campeão Brasileiro em 1981, Campeão Gaúcho em 1982 e Campeão Brasileiro em 1982. Fez sua última prova, as 6hs de Fortaleza, aos 48 anos, em um protótipo BMW em dupla com Nelson Piquet.

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