A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), foi reeleita neste domingo (4) com 2.805.438 votos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O resultado corresponde a 53,27% dos votos válidos e coloca a disputa de 2026 entre as cinco eleições para governador mais acirradas do estado desde a redemocratização.
João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife e segundo colocado, recebeu 2.360.469 votos, equivalentes a 44,82% dos válidos. A diferença entre os dois candidatos foi de 444.969 votos, ou 8,45 pontos percentuais.
O percentual obtido por Raquel Lyra também aparece entre os menores registrados por governadores eleitos em Pernambuco desde o retorno do voto direto, em 1982. Considerando os 12 pleitos realizados no período, a votação percentual de 2026 ocupa a nona posição no ranking geral.
Entre os maiores percentuais estão Eduardo Campos, com 82,84% no primeiro turno de 2010, Paulo Câmara, com 68,08% em 2014, e Eduardo Campos novamente, com 65,36% no segundo turno de 2006. Jarbas Vasconcelos alcançou 64,14% em 1998. Na outra ponta, Roberto Magalhães teve 52,46% em 1982, Joaquim Francisco registrou 50,95% em 1990 e Paulo Câmara alcançou 50,70% em 2018. Assim, os 53,27% de Raquel Lyra superam apenas esses três resultados no recorte apresentado.
Votação de 2026 fica entre as maiores
Quando o critério é o número absoluto de votos, a reeleição de Raquel Lyra ocupa a quarta posição na história de Pernambuco. Os 2.805.438 votos recebidos em 2026 ficam atrás apenas das votações de Eduardo Campos em 2010, com 3.450.874 votos, da própria Raquel Lyra em 2022, com 3.113.415, e de Paulo Câmara em 2014, com 3.009.087.
O ranking nominal acompanha, em parte, o crescimento populacional de Pernambuco e concentra as maiores votações nas eleições mais recentes. Depois dos quatro primeiros colocados, aparecem Eduardo Campos, com 2.623.297 votos em 2006, Jarbas Vasconcelos, com 2.064.184 em 2002, e Paulo Câmara, com 1.918.219 em 2018.
Na sequência, estão Jarbas Vasconcelos, com 1.809.792 votos em 1998, Miguel Arraes, com 1.587.726 em 1986, Miguel Arraes novamente, com 1.262.417 em 1994, Joaquim Francisco, com 1.238.326 em 1990, e Roberto Magalhães, com 913.774 em 1982.
Disputa de 2026 entra no ranking das mais apertadas
A diferença de 8,45 pontos percentuais entre Raquel Lyra e João Campos coloca a eleição de 2026 na quinta posição entre as disputas mais acirradas para o governo de Pernambuco desde 1982. O levantamento considera eleições decididas em primeiro turno, segundo turno e também os pleitos de turno único realizados no período.
O primeiro turno de 2022 continua como a disputa mais apertada do intervalo. Naquele ano, Marília Arraes (Solidariedade) terminou a primeira etapa com 23,97% dos votos válidos, enquanto Raquel Lyra (PSDB) teve 20,58%. A diferença foi de 3,39 pontos percentuais. No segundo turno, Raquel Lyra venceu a eleição. Naquele pleito, a atual governadora havia recebido 58,70% dos votos válidos na segunda etapa, percentual superior ao registrado quatro anos depois.
A segunda menor diferença ocorreu em 2006, quando Mendonça Filho (PFL) obteve 39,32% no primeiro turno e Eduardo Campos (PSB) alcançou 33,81%, uma distância de 5,51 pontos. Em 1982, Roberto Magalhães (PDS) venceu Marcos Freire (PMDB) por 5,60 pontos, enquanto Joaquim Francisco (PFL) superou Jarbas Vasconcelos (PMDB) por 6,17 pontos em 1990.
No extremo oposto está 2010, quando Eduardo Campos foi reeleito no primeiro turno com 82,84% dos votos válidos. A diferença para Jarbas Vasconcelos, que recebeu 14,06%, chegou a 68,78 pontos percentuais, a maior registrada no levantamento.
Os dados utilizados no ranking são do Tribunal Superior Eleitoral. A comparação reúne os resultados das eleições para governador de Pernambuco desde 1982 e considera o percentual de votos válidos e a quantidade nominal de votos em cada pleito. A votação nominal foi alta, mas a vantagem sobre o segundo foi menor.
Fonte: G1
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/titulo-eleitoral-brasileiro-e-boletins-de-voto-no-teclado-do-caderno-titulo-de-eleitor-brasileiro-eleicoes_18688525.htm



