Centro Cultural Cais do Sertão retoma atividades presenciais no Recife

A partir desta quinta-feira (1), o Centro Cultural Cais do Sertão vai retomar suas atividades presenciais, após seis meses de portas fechadas. Localizado no Bairro do Recife, o museu funcionará nas quintas e sextas, das 10h às 16h; e aos sábados e domingos, das 11h às 17h. Vale ressaltar que o Governo do Estado permitiu neste mês que os museus e centros culturais retomem suas atividades. No entanto, eles devem seguir todos os protocolos de higiene e segurança.

Administração do Cais do Sertão

Fica a cargo da Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco e da Empetur a administração do Cais do Sertão. O centro cultural ficou fechado desde o dia 17 de março em razão da pandemia. Seu retorno engloba todos os protocolos que o Governo do Estado e Organização Mundial de Saúde recomendam. Contudo, também devem seguir orientações do Conselho Internacional de Museus (ICOM) e Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM).

Entrada gratuita

A gestão do Cais do Sertão alerta que a primeira semana será aberta gratuitamente ao público, com 40% de sua capacidade. Além disso, os funcionários passaram por uma capacitação. Com isso, as Tours em grupo serão limitadas a 10 pessoas por vez, explica Rodrigo Novaes, secretário de Turismo e Lazer.

“Foram meses estudando alternativas de retomada e estruturando o Cais internamente para a reabertura. Atentos ao cumprimento dos protocolos de convivência do Governo do Estado, nos preparamos para reabrir o museu e dar continuidade ao seu fim maior, que é o de funcionar como espaço de convivência e de promoção da arte popular pernambucana.”

Segurança

Em relação à segurança do museu, os funcionários usam máscaras e protetores faciais. Fora isso, também foram instalados totens com álcool em gel. Todavia, o público poderá entrar no espaço de cultura com bolsas de até 50 cm e também deverão usar fones de ouvido próprios nas imersões sonoras do museu. Contudo, outras atividades imersivas seguem proibidas, como o karaokê. Os visitantes poderão retirar o ingresso de modo virtual.

Protocolo completo dos Museus em Pernambuco

Distanciamento Social

  • Analisar possibilidade de dar continuidade ou de adotar rotinas de trabalho específicas, tais como o regime de teletrabalho para os profissionais que possam executar seu trabalho de forma remota e de regime de escala de revezamento às equipes cuja presença é essencial.
  • Observar medidas de distanciamento físico, analisando a possibilidade de readequação dos espaços de trabalho.
  • Evitar compartilhamento de objetos de uso individual.
  • Manter as portas e janelas abertas, quando possível, a fim de evitar o manuseio de maçanetas.
  • Realizar as reuniões de trabalho no formato virtual, sempre que possível, ou observar as medidas de distanciamento e higiene, para encontros presenciais – limitados ao quantitativo previsto na legislação em vigor.
  • Definir a capacidade de público por ambientes e turnos de visitação.
  • Analisar e planejar a adoção de regras de circulação, com marcação no piso, barreiras, entre outras.
  • Reavaliar os circuitos expositivos, de modo a verificar a possibilidade de a visita ser unidirecional, aumentando a capacidade de controle dos públicos.
  • Sinalizar nova capacidade e novo fluxo de visitação, quando houver.
  • Visitas mediadas e atividades educativas podem ser oferecidas, se a distância de segurança entre os participantes e a capacidade dos ambientes forem respeitadas. Definir intervalos de tempo e restringir o tamanho dos grupos.
  • Estudar as medidas necessárias para adaptação das áreas de bilheterias e guarda-volumes garantindo o distanciamento físico.
  • Readequar o uso de guarda-volumes para evitar manuseio e contato desnecessários (os armários podem permanecer disponíveis se forem desinfetados regularmente entre os usos).
  • Ampliar e diversificar as ações virtuais de comunicação com o público.
  • Suspender eventos presenciais que possam favorecer a aglomeração de pessoas, respeitando sempre os limites de quantitativos previsto na legislação em vigor.

Higiene

  • É obrigatório o uso de máscaras de proteção para o público e para os trabalhadores.
  • Aumentar a atenção e número de vezes de desinfecção regular do local de trabalho e espaços expositivos, bem como as superfícies e os objetos manipulados.
  • Disponibilizar álcool gel a 70% nas áreas de trabalho e espaços expositivos, incluindo a entrada dos museus, especialmente nas áreas próximas a maçanetas, portas, escadas rolantes, banheiros e áreas comuns, além de lixeiras específicas para o descarte de luvas e máscaras.
  • Garantir o fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPI) a todos os trabalhadores e trabalhadoras de museus, em número suficiente, considerando-se os protocolos de uso fornecidos pelas autoridades de saúde e vigilância sanitária.
  • Ampliar rotinas de higienização e limpeza dos acervos, com base em estudos e normas estabelecidas por profissionais especializados, observando-se as especificidades dos materiais, características químicas dos produtos e sua efetividade na desinfecção da superfície contra o COVID-19.
  • Manter as portas abertas e janelas, quando possível, a fim de evitar o manuseio de maçanetas. Portas corta-fogo ou que representem, quando abertas, riscos à segurança dos acervos, das pessoas ou impactem no controle ambiental, devem contar com álcool gel e papel toalha, se possível, instalados próximos, para possibilitar a higienização constante após manuseio.

Comunicação e monitoramento

  • Divulgar e publicizar, nos espaços físicos e virtuais do museu, material e campanhas educativas/informativas das autoridades médico-sanitárias, sobre a prevenção ao COVID-19.
  • Notificar o público sobre restrições relacionadas ao contexto da pandemia, no website e/ou demais redes da instituição.
  • Incluir o acompanhamento da sintomatologia de funcionários e visitantes na entrada do espaço cultural, sendo recomendável, por exemplo, a aferição de temperatura;
  • Orientar os trabalhadores e visitantes que eventualmente apresentem sintomas da COVID-19 e/ou gripais (como febre, tosse, coriza), ao retorno para casa – até que seja descartada a hipótese de contaminação pela COVID-19. Esta orientação poderá ser indicada aos que mantiveram contatos com pessoas contaminadas e aos seus contatos domiciliares.
  • Funcionários e visitantes nestas condições serão orientados a buscar o serviço médico e/ou a acessar o aplicativo “Atende em Casa”. Durante o acesso, serão orientados sobre como proceder com os cuidados, inclusive sobre a necessidade de procurar um serviço de saúde.