A Renda Renascença passou a integrar oficialmente o conjunto dos Patrimônios Culturais Imateriais de Pernambuco. O reconhecimento foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC), durante reunião ordinária realizada em Poção, no Agreste pernambucano. O município é amplamente conhecido pela produção da técnica artesanal e recebeu a sessão que confirmou o registro da manifestação cultural.
A decisão representa um marco para a preservação de um dos mais tradicionais saberes artesanais do estado. Transmitida entre diferentes gerações, a produção da Renda Renascença reúne conhecimentos, práticas e técnicas que fazem parte da identidade cultural da região e permanecem presentes no cotidiano de centenas de famílias.
A deliberação contou com parecer favorável de todos os conselheiros presentes. Autoridades municipais também acompanharam a votação, que oficializou a inclusão da Renda Renascença entre os bens culturais imateriais reconhecidos pelo Governo de Pernambuco.
O registro amplia o reconhecimento institucional da atividade e destaca sua importância histórica, social, econômica e cultural. Além de preservar um patrimônio tradicional, a medida contribui para reforçar a valorização das pessoas responsáveis por manter viva essa técnica artesanal ao longo dos anos.
Técnica preservada entre gerações
A Renda Renascença é considerada uma das principais expressões do artesanato pernambucano. Desenvolvida por meio de um trabalho manual minucioso, a técnica atravessa gerações e permanece como uma importante fonte de renda para moradores de Poção e de localidades vizinhas.
Segundo o coordenador da Comissão de Estudo do Saber Fazer da Renda Renascença e autor do pedido de registro, Lindenberg Filho, o reconhecimento vai além do aspecto formal.
“É sobre valorizar uma arte que é passada de geração em geração, que foi e continua sendo um dos principais pilares econômicos e de sustento financeiro de Poção, transformando a realidade das famílias, tanto na área urbana quanto na zona rural do nosso município”, afirmou.
A declaração reforça o papel desempenhado pela atividade artesanal na economia local. Ao longo do tempo, a produção da renda consolidou-se como alternativa de trabalho para inúmeras famílias, contribuindo para a geração de renda e para a manutenção de uma tradição que permanece viva graças ao conhecimento compartilhado entre artesãs e novos aprendizes.
Além do impacto econômico, a prática também representa um importante elemento da identidade cultural do Agreste pernambucano. O reconhecimento estadual busca assegurar que esse patrimônio continue sendo preservado e transmitido às futuras gerações.
Valorização da cultura e incentivo ao artesanato
Com a aprovação do registro, a expectativa é ampliar as ações voltadas à proteção do saber tradicional e ao fortalecimento das políticas públicas destinadas ao setor artesanal. A medida também deve incentivar iniciativas de valorização das rendeiras e de outros profissionais envolvidos na produção da Renda Renascença.
O reconhecimento pode contribuir para ampliar a visibilidade da técnica, estimular sua preservação e fortalecer projetos relacionados à economia criativa, área em que o artesanato ocupa posição de destaque em diversas regiões de Pernambuco.
A inclusão da Renda Renascença na relação de patrimônios culturais imateriais também evidencia a relevância da atividade para a memória coletiva do estado. Mais do que um produto artesanal, a renda representa um conjunto de conhecimentos, costumes e práticas que ajudam a preservar a história das comunidades onde essa tradição permanece presente.
Fonte: G1
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/renda-renascentista-brasileira-artesanal-maos-de-artesao-em-close-up-artesanato-brasileiro_26201476.ht



